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97,4% das escolas privadas gaúchas usam plataformas online e aplicativos para ensino remoto

Mais que conteúdos, ferramentas permitem a interação entre alunos e professores
Investir em tecnologia e no aperfeiçoamento dos educadores para o uso das ferramentas disponíveis no mercado foi a forma encontrada pelas instituições de ensino privadas gaúchas para manter as atividades escolares durante a pandemia.

Pesquisa do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (SINEPE/RS) mostra que 97,4% delas fazem uso de plataformas online e aplicativos para transmitir conteúdos e, tão importante quanto, manter a interação entre alunos e professores.

E-mail, redes sociais e materiais impressos complementam a lista de recursos para que a sala de aula funcione em casa. Participaram do estudo 131 escolas de diferentes regionais do Estado.

A pesquisa identificou que as escolas estão fazendo uso de aulas online (modelo de aula em que o professor está em uma plataforma conectado com os alunos ao vivo, ministrando uma aula para os alunos no seu horário normal de aula).

Se levados em conta o número de períodos semanais, a maioria delas (26,1%) faz uso desse recurso em um formato variado, com carga horária adequada às necessidades dos diferentes níveis de ensino; 18% dão mais de 20 períodos; 20,7% até 20 períodos; 14,4% até 10 períodos; e 20,7% até 5 períodos por semana.

A interação entre professor e aluno é promovida por todas as escolas que participaram da pesquisa e 78,6% delas fazem uso de mensagens de texto e vídeos para esse fim.

Em 61,1% das instituições, a comunicação é diária; em 33,6% ocorre em dias intercalados e 4,6% das escolas promovem o contato apenas quando os alunos solicitam.

Em relação aos conteúdos desenvolvidos neste período de quarentena, 96,2% das escolas afirma que está apresentando novidades aos alunos, enquanto 3,1% estão revisitando o que já havia sido trabalhado.

Quanto à avaliação, 58% das instituições ainda não fez avaliações com os alunos durante as atividades domiciliares, e 42% o fazem por meio do envio de trabalhos, participação nos recursos tecnológicos, envio de questionários e outros recursos.

Entre as dificuldades apontadas pelas instituições de ensino, estão: queixa dos pais pelo volume excessivo de materiais disponibilizados pela escola – assim como queixa pelo pouco volume –; dificuldade da família em disponibilizar computador para que a criança faça as atividades e indisponibilidade da família em ter internet para isso.

Mais da metade das escolas (55%) está preparando seus professores agora para que possam trabalhar com as atividades domiciliares; 25,2% já faziam uso de alguns recursos tecnológicos e 17,6% realizou reuniões de formação.

Por determinação do Governo do Estado (Decreto N° 55.118), as aulas estão suspensas no Rio Grande do Sul desde o dia 19 de março. A primeira estimativa era de retorno no dia 3 de abril. No entanto, em 31 de março, o prazo foi prorrogado até esta quinta-feira (30/04), e agora foi prorrogado por todo o mês de maio.

 

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