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A Academia Nacional de Medicina recomenda 14 medidas no combate ao coronavirus

A Academia Nacional de Medicina, localizada no Rio de Janeiro, divulgou um comunicado que lista 14 recomendações para o combate ao novo coronavírus no Brasil. Elas são as seguintes:

A hora é de extrema gravidade e a Academia Nacional de Medicina, vem elogiar e reafirmar o total apoio ao trabalho da equipe do Ministério da Saúde, reiterando a importância da condução do esforço nacional pelo Ministro, a maior autoridade sanitária do país.Reconhecendo a eficiência dos gestores na luta contra o COVID19, vem, no entanto, manifestar preocupações, apoiar e sugerir ações a serem energicamente implantadas.

Não apenas diminuir, mas reorganizar o transporte público, por ser transporte de massa com grande e imediata dispersão de seus passageiros.

Recomendar a ventilação de ambientes como a abertura das janelas em casas e nos transportes públicos e individuais e evitando elevadores e ambientes fechados.

Responder à necessidade de atenção especial, que inclua medidas econômicas, sociais e de saúde para as populações mais vulneráveis, comunidades indígenas, moradores de favelas e comunidades das periferias dos grandes centros urbanos.

Considerar a diminuição e mobilidade interna no País, tratando de poupar regiões ainda não tão acometidas.

Proibir atracações de barcos de turismo internacional e nacional, diminuir o trânsito interestadual e preservar regiões, Estados e cidades, ainda sem transmissão local, além de regular a entrada de estrangeiros, exceto em missões oficiais de saúde.

Flexibilizar rapidamente o atendimento e orientação diagnóstica e terapêutica por telemedicina, inclusive com aceitação por farmácias de receitas enviadas por meios eletrônicos.

Realizar intensamente o imediato preparo de médicos de todas as especialidades, estudantes e equipes de saúde e apoio para atividades onde serão provavelmente transferidos para atuar.

Organizar rapidamente sistemas de comunicação telefônica e eletrônica com a população para orientação adequada evitando corrida desnecessária aos hospitais.

Exigir maior coerência de ações e depoimentos de autoridades com as normas e orientações sanitárias, como não comparecer a atos, reuniões e manifestações públicas.

Reforçar a importância de tentativa de rastreamento de contatos e testagem em larga escala com importação de testes diagnósticos e rápida regulamentação, registro e liberação.

Vigilância sobre os comunicantes infectados, seja colocando-os em hospitais, seja regulando e
acompanhando a observação de regras de auto isolamento e de limitação de deslocamento espacial, usando tecnologia com base em telefones celulares.

Reforçar campanhas de divulgação e publicidade dirigidas a setores economicamente mais vulneráveis e jovens

Fortalecer em caráter emergencial, a atenção básica (saúde da família, centros de saúde, policlínicas, Upas.etc), porta de entrada do sistema, com criação de centros pre-hospitalares para atendimento presencial e orientação.

Estabelecer mecanismo rápido e sem burocracia para autorização de pesquisas clínicas com drogas potencialmente de ação benéfica, após aprovação rápida pelos comitês de ética e pesquisa (CEP), capacitados a avaliar os riscos e características técnicas.

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