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Advogado que grampeou Sérgio Moro atuou em contratos investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro

O advogado Roberto Bertholdo, apontado como um dos líderes do Instituto de Atenção Básica e Avançada em Saúde (Iabas), atuou em contratos investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por irregularidades. Ele é personagem conhecido da vida política brasileira: já foi preso acusado de pagar propina a desembargadores e investigado por ter grampeado o ex-juiz Sergio Moro, ainda antes da Lava Jato. Agora o Ministério Público do Rio de Janeiro encontrou indícios de que o advogado foi um dos responsáveis pela assinatura dos contratos de emergência da OS com o governo do Estado para a construção de hospitais de campanha para tratamento de pacientes de Covid-19. O Ministério Público conseguiu cópia de mensagens entre Gabriel Neves e Edmar Santos em que eles conversam sobre a compra de 100 respiradores. “Roberto vai comprar pelo Iabas. Vou pagar ele como investimento, e requisitar os aparelhos via Secretaria de Saúde. Acho que nosso planejamento está começando a se concretizar”, disse Neves a Edmar. Edmar Santos foi secretário de Saúde do Rio de Janeiro e está preso por suspeita de corrupção em contratos emergenciais para combate à pandemia do novo coronavírus. Gabriel Neves foi subsecretário executivo da pasta e também está preso por envolvimento no mesmo esquema. Bertholdo foi o responsável pelos contratos do Iabas com o governo do Rio de Janeiro para construção dos hospitais de campanha. O advogado foi contratado para representar a organização social em reuniões com o governo, para dar consultoria jurídica ao Iabas e ficar em contato com fornecedores. Bertholdo disse que os contratos são legítimos e nega qualquer irregularidade em sua atuação. (O Antagonista)

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