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Analistas da Mirae Asset estimam longo impulso da JBS sustentada pela China

A trajetória positiva da JBS no mercado acionário está longe de acabar. Os analistas Fernando Bresciani e Pedro Galdi, da gestora de recursos Mirae Asset, acreditam que a companhia seguirá com um ótimo desempenho nos próximos trimestres, sendo a China o principal “vetor de crescimento de resultado”. “O segundo trimestre foi marcado pela pandemia do covid-19, que gerou mudanças de hábitos alimentares, onde a demanda por carne processada mostrou evolução de vendas físicas e preços”, destacam Bresciani e Galdi, em relatório divulgado nesta terça-feira (18). A Mirae menciona o desempenho da demanda da China por proteínas no período, que cresceu com o fim do isolamento e a reabertura econômica. “Vale ainda destacar que o quadro de doença suína na China não será revertida em curto prazo de tempo”, acrescentam os analistas.

A gestora segue com recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 33,73. A JBS superou as estimativas do mercado e terminou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 3,3 bilhões, representando alta de 54,8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda ajustado saltou 105,9%, para R$ 10,5 bilhões, e a receita líquida atingiu R$ 67,5 bilhões. As operações nos Estados Unidos foram um dos destaques do relatório trimestral, enquanto a Seara, representando as atividades no Brasil, postou margens robustas.

De acordo com o Credit Suisse, a fase de altos ganhos da JBS durará muito mais do que um trimestre. Na avaliação do banco, a divisão de carne bovina norte-americana continuará sustentando os resultados, e a depreciação da moeda brasileira poderá ajudar a minimizar uma futura pressão nos custos da Seara e da Friboi. “Vemos a JBS como uma das companhias mais atrativas sob nossa cobertura e permanecemos positivos com a tese de investimento”, defendem os analistas Victor Saragiotto e Felipe Vieira. (Money Times)

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