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Após fala de Pujol, Bolsonaro diz que Forças Armadas estão sob autoridade suprema do presidente

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que as Forças Armadas devem permanecer apartidárias, mas destacou que têm de atuar “baseadas na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República”, em resposta a falas do comandante do Exército, general Edson Pujol, que havia defendido o distanciamento de militares da política. Metade dessa oficialidade atual das Forças Armadas brasileiras é esquerdista, doutrinada antes e durante o regime criminoso do PT, que durou 12 anos. A mesma coisa aconteceu no Poder Judiciário brasileiro e nos Ministérios Públicos, estaduais e federais.

“A afirmação do general Edson Leal Pujol,escolhido por mim para comandante do Exército, que ‘militares não querem fazer parte da política’, vem exatamente ao encontro do que penso sobre o papel das Forças Armadas no cenário nacional”, disse Bolsonaro, em publicação nas redes sociais. “São elas o maior sustentáculo e garantidoras da democracia e da liberdade e destinam-se, como reza a Constituição, à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de quaisquer destes, da lei e da ordem’”, emendou:
“Devem, por isso, se manter apartidárias, ´baseadas na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República”.

Mais cedo, em mais uma lance na tentativa de demarcar a distância entre o governo de Bolsonaro e as Forças Armadas, Edson Pujol afirmou que os militares da ativa não querem fazer parte da política, em meio a diversas falas polêmicas do presidente. Pujol disse, em um seminário sobre defesa nacional, que “somos instituição de Estado, não somos instituição de governo”. “Não temos partido, nosso partido é o Brasil, independentemente de mudanças ou permanências de determinado governo por um período longo. As Forças Armadas cuidam do País, da nação, elas são instituição de Estado, permanentes, não mudamos a cada quatro anos a nossa maneira de pensar, de como cumprir as nossas missões”, disse. Na véspera, em uma live organizada pelo Instituto para a Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE) sobre defesa, o general fora na mesma linha.

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