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Banco BTG apresenta relatório com os motivos para o Brasil “brilhar” em 2020

Para qualquer lado que o BTG Pactual olhe, encontra apenas sinais de que 2020 será maravilhoso para o Brasil. Em relatório assinado por Claudio Ferraz e sua equipe, o banco afirma que “uma perspectiva mais brilhante de crescimento surge à frente”. Por isso, o BTG decidiu elevar a previsão de alta do PIB do próximo ano de 2,3% para 2,5%.

A análise de 11 páginas, divulgada nesta quarta-feira (11) aos clientes, concentra-se em cinco pontos. Em comum, todos encorajam o BTG Pactual a traçar um cenário bastante positivo para o País. Confira em quais são as armas do país para acelerar o passo, segundo a instituição.

1. A economia dá sinais de reação

Claudio Ferraz e sua equipe observam que a reforma da Previdência e o impacto atenuado das derrapadas do início do governo de Jair Bolsonaro ajudaram a recuperar a confiança dos empresários e dos investidores. Somando-se a melhoria das condições de crédito, criou-se o ambiente adequado para que a “atividade econômica recupere a tração”. Os dados mais recentes também mostram uma retomada, segundo o BTG Pactual. O PIB cresceu 0,6% no terceiro trimestre, acima do 0,4% esperado pelo banco e puxado pelo maior consumo. O banco acredita que o consumo interno continuará acelerando o PIB. “Apesar do elevado desempenho, a melhoria da massa salarial e a recuperação do crédito permitiram uma expansão dos gastos domésticos”, diz. E acrescenta: “o atual desempenho positivo da atividade, combinado com os incentivos adicionais do Banco Central no segundo semestre de 2019, também nos levaram a melhorar nossa projeção para o crescimento do PIB em 2020 para 2,5%”, afirma o banco.

2. Inflação sob controle, apesar da alta da carne

O último bimestre de 2019 será marcado pela disparada no preço da carne, e o BTG Pactual não espera que ele baixe em breve. De qualquer modo, não será algo capaz de colocar em risco o controle da inflação no ano que vem, de acordo com o banco. “Nossa projeção para o IPCA de 2020 continua em 3,5%, pois acreditamos que o choque, maior que o esperado, da carne se materializou em 2019 (reduzindo seu impacto na inflação de 2020)”, explica. A instituição acrescenta que a inflação de serviços segue “persistentemente baixa”.

3. Mais investimento estrangeiro direto

O déficit em conta corrente continuará crescendo em 2020, segundo o BTG Pactual. Mas, seu impacto sobre a taxa de câmbio deve ser neutralizado por um volume maior de investimentos estrangeiros diretos. A instituição estima que 2019 fechará com um volume de US$ 80 bilhões de investimentos estrangeiros. O próximo ano, contudo, será ainda melhor: US$ 90 bilhões. Os ímãs para tanto dinheiro são a perspectiva de maior crescimento do PIB e o programa de privatizações e concessões do governo federal. Tudo somado, o BTG Pactual calcula que o dólar encerre 2020 ao redor de R$ 4,10.

4. Alívio nas contas públicas

Os primeiros efeitos concretos das reformas serão sentidos no ano que vem e, para o BTG Pactual, serão benéficos. O banco estima que o déficit fiscal será menor que o de 2019 e, melhor ainda, inferior ao previsto no Orçamento de 2020 enviado ao Congresso. Ferraz e sua equipe projetam um déficit fiscal primário de R$ 102 bilhões para o governo central (União, Banco Central e Previdência Social), e de R$ 96 bilhões para o setor público consolidado (que abrange estatais e governos estaduais e municipais). As cifras são menores que os R$ 124 bilhões e R$ 119 bilhões que constam no Orçamento de 2020.

5. Juros ainda menores

Nesta quarta-feira (11), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou a nova taxa básica de juros (Selic). O BTG Pactual acha que ainda há espaço para nova queda da taxa de juros, embora reconheça que o ciclo de afrouxamento monetário esteja no fim.

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