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Bancos aconselham Havan a adiar IPO bilionário

A Havan Lojas de Departamentos está sendo aconselhada pelos assessores financeiros a adiar sua oferta pública inicial de ações dada recente turbulência do mercado. A empresa, sediada em Brusque, em Santa Catarina, havia entrado no final de agosto com documentos preliminares para um IPO, mas os bancos envolvidos na transação estão dizendo à empresa para adiá-la. A Havan não precisa de dinheiro imediato e pode esperar até que os mercados melhorem, de acordo com esses bancos.

A transação, uma das mais esperadas na safra recente de IPOs do Brasil, está sendo conduzida por Banco Itaú BBA, XP Investimentos, BTG Pactual, Morgan Stanley, Bank of America, Bradesco BBI, Banco Safra e Banco Santander Brasil. A varejista esperava ser avaliada entre R$ 100 bilhões e R$ 70 bilhões de reais. A Havan, do empresário Luciano Hang, tem cerca de 149 lojas em 112 municípios e registrou uma receita líquida ajustada de cerca de R$ 756 milhões em 2019, segundo dados do prospecto preliminar. Luciano Hang emergiu como um dos mais ferrenhos defensores do presidente Jair Bolsonaro na eleição de 2018 e coloca réplicas da Estátua da Liberdade na frente de suas lojas.

O ano mais movimentado da década para ofertas públicas iniciais do Brasil perdeu fôlego, à medida que os mercados do País azedaram e os investidores estrangeiros foram embora. O real perdeu quase um terço de seu valor neste ano e o Ibovespa em dólar tem o pior desempenho entre os 93 principais índices mundiais.

A Caixa Econômica Federal interrompeu mais uma vez a estreia pública de sua unidade de seguros, Caixa Seguridade, no final de setembro, uma oferta que podia arrecadar mais de R$ 10 bilhões. A gigante do açúcar Cosan também cancelou o IPO de sua subsidiária Compass Gás e Energia, negócio que poderia ter levantado até R$ 5 bilhões. Outras ofertas menores de incorporadoras também estão sendo abandonadas. (Bloomberg)

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