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Boeing obrigada a manter oito Dreamliners em solo após falhas na fuselagem

A Boeing encontrou “dois problemas de fabricação distintos” que afetam a fuselagem de oito jatos 787 Dreamliner e disse que os aviões devem ser retirados de serviço para reparos. As falhas foram encontradas na junção das seções na parte traseira do corpo da aeronave,
segundo email da empresa nesta sexta-feira. Os jatos, todos aterrados, “devem ser inspecionados e consertados antes de continuar em operação”, afirmou a Boeing.

A empresa disse ainda que notificou a Federal Aviation Administration e está “conduzindo uma revisão completa” em busca da raiz do problema. Air Canada, United Airlines Holdings Inc. e Singapore Airlines Ltd. disseram ter, cada um deles, um dos aviões afetados. Os problemas se somam a uma série de problemas para a Boeing, principalmente para seu 737 Max, que não voa desde março de 2019, depois que dois acidentes mataram 346 pessoas.

Mudanças no sistema de controle de vôo estão sendo testados pelos reguladores, e a expectativa é de que o avião seja liberado para vôo até o final do ano. As viagens aéreas, especialmente os vôos de longa distância para os quais o Dreamliner é usado, diminuíram durante a pandemia do coronavírus. Isso deve mitigar o impacto das falhas encontradas nos oito Dreamliners para as companhias aéreas em questão.

A pandemia também desacelerou a produção da Boeing, potencialmente reduzindo o número de aviões afetados pelo problema de fabricação. As falhas do Dreamliner foram noticiadas inicialmente pelo blog Air Current, que disse que as peças foram feitas e introduzidas na fábrica da Boeing em North Charleston, na Carolina do Sul. A planta, que é dedicada ao 787, foi incluída em um caso de 2015 movido pela FAA que alegou uma variedade de violações legais e levou a Boeing a pagar uma multa de US$ 12 milhões.

A Boeing tem considerado consolidar a produção do 787 em um único local. O modelo é construído em Everett, Washington, além das instalações na Carolina do Sul. A FAA disse que está em contato com a Boeing em relação aos defeitos dos Dreamliners. Como os aviões são construídos nos Estados Unidos, a lei internacional determina que a FAA assumirá a liderança na determinação dos tipos de inspeções e reparos necessários após consulta à Boeing.

A agência tem a opção de emitir ordens de emergência se acreditar que uma ação urgente é necessária. O Dreamliner, o jato de grande porte da Boeing, passou por uma série de problemas iniciais após sua estréia em 2011, incluindo três meses de aterramento em
2013, após o colapso da bateria em dois aviões. Alguns outros foram removidos de serviço em 2018, depois que as pás do motor da Rolls-Royce Holdings Plc com defeito se deterioraram mais rapidamente do que o esperado. (Money Times)

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