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Brasil compra 90 mil toneladas de trigo HRW dos Estados Unidos

Importadores do Brasil adquiriram 90 mil toneladas de trigo duro vermelho de inverno dos Estados Unidos na última semana, o que representa a maior compra do cereal norte-americano neste ano, indicaram dados publicados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta quinta-feira. Nas duas semanas anteriores, o governo dos Estados Unidos já havia confirmado vendas únicas de mais de 60 mil toneladas cada do produto – conhecido pela sigla em inglês HRW –, mas os volumes ainda não superavam o recorde anterior de 2020, do final de abril, quando houve uma aquisição de 69 mil toneladas.

Com o novo recorde semanal, o acumulado das importações de trigo HRW dos Estados Unidos pelo Brasil atinge 573,1 mil toneladas no ano. O volume se soma às 33,6 mil toneladas de trigo soft vermelho de inverno (SRW) compradas no início de 2020 – o que eleva o total das aquisições de trigo, portanto, a 606,7 mil toneladas.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil importará 6,7 milhões de toneladas de trigo neste ano, considerando todas as origens, diante do consumo firme de derivados do cereal (como pães e massas) em meio à pandemia de coronavírus. Além disso, as exportações de massas, biscoitos e pães do Brasil também avançaram em ritmo forte recentemente – segundo a associação Abimapi, os embarques dos produtos saltaram 73% no primeiro semestre, a 71 mil toneladas.

Os Estados Unidos são o segundo principal fornecedor de trigo do Brasil, atrás apenas da Argentina – no acumulado do ano até julho, segundo o governo brasileiro, os argentinos forneceram 3,5 milhões de toneladas do cereal ao País, enquanto os norte-americanos foram responsáveis por 240 mil toneladas.

Os fornecedores de fora do Mercosul se beneficiaram depois que o Brasil estabeleceu em junho uma cota adicional de 450 mil toneladas para importar trigo de fora do bloco sem Tarifa Externa Comum (TEC) até novembro, o que elevou o volume anual isento de taxa para 1,2 milhão de toneladas. (Money Times)

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