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Câmara aprova admissão de processo de impeachment de Marchezan Jr. por desvio de verbas da saúde

Por 31 votos a favor e apenas 4 votos contrários, a Câmara Municipal de Porto Alegre resolveu em sessão na tarde desta quarta-feira abrir processo de impeachment contra o prefeito tucano Nelson Marchezan Júnior. Os quatro vereadores que votaram em apoio ao prefeito são: Ramiro Rosário, do PSDB; Airton Ferronato, do PSB; Claudio Conceição, também do PSB; e Mauro Pinheiro, do PL (ex-PT). O pedido de impeachment, cuja íntegra pode ser lida clicando no link a seguir https://drive.google.com/file/d/1YK-qJ7BmLgF9ZhAcJz9gkGOq20XEvtxI/view?usp=sharing
é eminentemente político, tendo toda sua fundamentação baseada apenas na aplicação de verbas federais transferidas para o SUS, gerido pela prefeitura, terem sido usadas em publicidade carreada para grandes veículos de comunicação, como os do grupo RBS.

O processo de impeachment é uma iniciativa da jornalista Fernanda Barth, candidata a um mandato em novembro, que parece ter colhido as assinaturas de todo o seu comitê de campanha, conforme admitido por vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre. Entretanto, este vereadores acreditam que agora os parlamentares assumiram o protagonismo no caso do impeachment, e o processo serve como uma excelente plataforma de campanha eleitoral para eles diante da enorme quantidade de portoalegrenses que não suportam mais os decretos ditatoriais do prefeito Nelson Marchezan Junior, impondo o fechamento das atividades econômicas e sociais na capital do Rio Grande do Sul por um tempo extremamente longo.

Há mais de cinco meses Porto Alegre está paralisada pelas imposições do tucano Nelson Marchezan Junior. Ele justificou a paralisação das atividades econômicas e sociais durante esse longo tempo como necessária para dotar o sistema de saúde de condições para o atendimento das pessoas contagiadas pelo coronavirus, o virus da China.

Entretanto, nesse período, apesar de ter recebido mais de 200 milhões de reais do governo Bolsonaro para enfrentar a epidemia, Nelson Marchezan Junior foi incapaz de criar um único novo leito de UTI, nem sequer a compra de um único respirador. Marchezan Junior é intratável, um sujeito grosseiro incapaz de ouvir quem quer que seja. Ele bem merecia mesmo um impeachment.

Enquanto ele se mantém inerte, Porto Alegre continua com três hospitais fechados – Beneficência Portuguesa, Alvaro Alvim e Parque Belém – que poderiam acrescentar no mínimo 500 novos leitos na cidade, como aponta incessantemente o deputado estadual médico Thiago Duarte (DEM), que atua no sistema público de saúde e o conhece muito bem.

Mesmo que não quisesse reabrir estes hospitais, ele poderia ter montado um hospital de campanha e contratado os equipamentos, médicos e técnicos necessários para seu funcionamento. Mas não fez absolutamente nada diante da epidemia, só sacrificar a população.

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