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Celso de Mello manda Bolsonaro dar depoimento presencial na Polícia Federal

Ao determinar hoje o depoimento presencial de Jair Bolsonaro no inquérito sobre a interferência na Polícia Federal, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, citou “A Revolução dos Bichos”, livro de George Orwell. Nesse trecho da decisão, o ministro argumentou que, pela condição de presidente, ele não poderia ter tratamento privilegiado em relação a outros investigados sem cargos públicos — Bolsonaro havia pedido para depor por escrito, como anteriormente o Supremo já permitiu fazer ao ex-presidente Michel Temer.

Disse o sopa de letrinhas jurídicas, rei da hermenêutica: “O dogma republicano da igualdade, que a todos nos nivela, não pode ser vilipendiado por tratamentos especiais e extraordinários inexistentes em nosso sistema de direito constitucional positivo e que possam justificar o absurdo reconhecimento de inaceitáveis (e odiosos) privilégios, próprios de uma sociedade fundada em bases aristocráticas ou, até mesmo, típicos de uma formação social totalitária”. Tudo trololó em juridiquês. Segundo o ministro, a “expressão incensurável” desse tipo de privilégio está na ficção de Orwell, ao descrever um regime em que autoridades da burocracia estatal transformam-se na classe dominante. “Uma nova classe dominante regida pelo postulado autocrático e transgressor da ordem republicana de que ‘Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que os outros’!!!”, citou o ministro. (O Antagonista)

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