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Cientistas criticam primeiro ministro Boris Johnson por novo lockdown no Reino Unido

Cerca de 500 médicos, acadêmicos e cientistas enviaram uma carta aberta ao primeiro-ministro da Inglaterra, Boris Johnson, contra a implementação do novo lockdown no Reino Unido. Os médicos e cientistas disseram que os dados oficiais estão “exagerando” a ameaça do coronavírus e que falar sobre uma segunda onda é agir de forma “enganosa”. No texto, os autores dizem que a resposta do governo à pandemia tornou-se “desproporcional” e que os testes em massa distorceram o risco do vírus.

Eles disseram que os testes provavelmente produziram um grande número de resultados “falsos positivos” e que o governo deve fazer mais para colocar as taxas de infecção e mortalidade dentro do contexto das taxas sazonais normais. Ainda de acordo com a carta, a forma como o governo de Boris Johnson está lidando com a pandemia pode “causar mais danos do que benefícios”.

O professor Tim Spector, que lidera o aplicativo Covid Symptom Study com o objetivo de rastrear a disseminação do Covid-19 no Reino Unido, diz ter identificado “sinais positivos” de que o país “ultrapassou o pico da segunda onda”. A carta aberta ao primeiro-ministro foi assinada por 469 profissionais e é intitulada “First Do No Harm” (“Primeiro não Faça Nenhum Mal”) — o princípio médico de que a cura nunca deve ser pior do que a própria doença.

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