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Com falta de anestésicos e aumento de casos graves de Covid-19, governo suspende cirurgias eletivas no Paraná

A Secretaria da Saúde do Paraná publicou na sexta-feira (24) a Resolução número 926/2020, que suspende temporariamente a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos ambulatoriais e hospitalares em todas as unidades hospitalares do Estado. Documento estabelece que apenas cirurgias de urgência e emergência sejam realizadas. O objetivo é evitar o uso de medicamentos anestésicos e relaxantes musculares.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, disse que o momento pelo qual passa do Paraná é excepcional e, portanto, medidas extraordinárias são necessárias. “Devido a ocorrência de muitos casos graves da Covid-19, o aumento do consumo dos medicamentos, a escassez de insumos farmacológicos no mercado, tivemos que suspender temporariamente as cirurgias que não são urgentes”, afirmou o secretário.

Os procedimentos cirúrgicos cardiológicos, oncológicos e de nefrologia seguem conforme a necessidade dos pacientes e a realização de exames de urgência estão condicionados ao médico prescritor.

A medida foi necessária tendo em vista que o Estado passa por um contingenciamento de medicamentos para a intubação de pacientes, como os anestésicos e relaxantes musculares.
Com a Resolução, a Secretaria da Saúde objetiva, ainda, otimizar o uso de leitos de Unidade de Terapia Intensiva, muitas vezes necessária para o período pós-operatórios dos pacientes.

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou na sexta-feira (24) 2.241 novas confirmações e 53 mortes pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná acumula 63.572 diagnósticos positivos e 1.577 mortos em decorrência da doença.

Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto: 1.087 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estsavam internados na sexta-feira; 844 pacientes estavam em leitos SUS (382 em UTI e 462 em leitos clínicos/enfermaria) e 243 em leitos da rede particular (92 em UTI e 151 em leitos clínicos/enfermaria). Há outros 1.061 pacientes internados, 506 em leitos UTI e 555 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

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