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Comentário do jornalista Vitor Vieira – “Embora não se perceba, governo Bolsonaro já está mudando profundamente o Brasil e os brasileiros”

O novo presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, deu uma entrevista nesta segunda-feira, 1º  de julho de 2019, e disse que a estatal já começou agora a preparar o processo de venda de mais quatro refinarias. Este processo estará completo até 2002, dentro de cerca de dois anos e meio. De  momento, já estão em processo de venda quatro dessas refinarias, começando pelo mamute estatal Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, na Grande Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Essa refinaria é emblemática porque leva o nome do ideólogo do trabalhismo, o socialista gaúcho Pasqualini. É um nome simbólico, um totem muito expressivo, representa o ápice do pensamento e da ação do populismo e nacionalismo estúpidos no Brasil, o auge do intervencionismo estatal na economia, o que tem atrasado de maneira acentuada o progresso do País e dos brasileiros. 
Então fica assim, quatro refinarias serão vendidas logo, outras quatro mais adiante. O presidente da Petrobras também anunciou que a Petrobras sairá completamente do controle acionário da Braskem, empresa petroquímica pertencendo ao grupo empresarial baiano muito corrupto Odebrecht. A Petrobras tem quase a metade do controle desse grupo empresarial. Esse é um negócio que vale uma fortuna incalculável.
A Petrobras está metida ainda em 27 empresas estatais estaduais de gás, nas quais tem a metade menos um do controle social delas. Deve sair de todas. É outro gigantesco passo. A Petrobras já está vendendo a sua empresa de gasodutos, a TAG, Transportadora Autônoma de Gás. Tem a vender parcela considerável da Transpetro. Está vendendo a distribuidora de gás, venderá a Liquigás. Vai vender parcelas consideráveis dos formidáveis campos de gás recém descobertos na plataforma marítima do litoral nordestino. Até o fim do ano acontecerá o gigantesco leilão das concessões sobre a cessão onerosa do pré-sal. Esse é um negócio pode alcançar até 200 bilhões de dólares. O BNDES tem uma carteira de ações por participações societárias em mais de 300 grandes empresas brasileiras. O ministro da Economia, Paulo Guedes, deu ordem ao banco para se desfazer dessas carteiras, vendendo as ações em balcão na Bolsa de Valores, e assim acelerar o processo de pagamento ao Tesouro Nacional dos mais de 500 bilhões de reais ali colocados pelo regime criminoso do PT, com o objetivo de gerar as grandes empresas estilo JBS e produzir muita propina, por negócios no Brasil e no Exterior. 
Já caiu o presidente do BNDES, Joaquim Levy, porque retardava o cumprimento da ordem que recebeu. O BNDES já começou a desovar suas ações na Bolsa de Valores. A Caixa Econômica Federal anunciou a venda de toda a sua participação societária na Petrobras. Todas as ações foram para a Bolsa e imediatamente abocanhadas por fundos de investimento, do Brasil e do Exterior, ansiosos por papéis onde possam colocar o dinheiro de seus aplicadores. A Caixa Econômica Federal também vendeu sua participação acionária na valorizada Eneva, empresa produtora de energia termelétrica a gás. O Banco do Brasil também está fazendo uma limpeza de suas participações acionárias em empresas que não fazem parte do foco principal de seu negócios. 
Estradas de ferro, rodovias e aeroportos já tiveram a realização de seus leilões e foram concedidos à iniciativa privada. Ou seja, na moita, silenciosamente, enquanto o Congresso Nacional produz a sua encenação de atraso da vida nacional, o governo Bolsonaro já está produzindo um tremendo desinchamento da máquina pública, um fortíssimo movimento de desestatização, em uma amplitude jamais vista no Brasil. É evidente que estamos vivendo um novo momento no Brasil, e os vampiros de sempre do Estado nacional, corporações estatais, classe política, partidos, têm motivos para desesperação, porque está se encurtando muito o espaço em que normalmente desenvolvem a sua ação. No plano externo, o mundo começa a reconhecer o governo Bolsonaro e sua determinação de mudar o Brasil. Se tudo produzir os resultados esperados, Bolsonaro poderá terminar o governo como um presidente muito bem sucedido, com amplas chances de ganhar um segundo mandato, e assim completar a tarefa da mudança, livrando o Brasil desse malfadado espírito intervencionista estatal em tudo. Os sinais positivos são muito eloquentes para serem ignorados. É isso que gera a exasperação das esquerdas e das corporações estatais, dos políticos e dos partidos, os quais não querem mudança, 
para que possam continuar abocanhando as riquezas nacionais. Mas, esse tempo está acabando.
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