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Delator que entregou Paulinho também registrou caixa 2 da JBS para Marta Suplicy, Paulo Teixeira, Zeca do PT e André Puccinelli

Além do caixa 2 para Paulinho da Silva, o ex-executivo da JBS, Demilton Antônio de Castro, registrou em planilhas doações não contabilizadas para o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), a ex-prefeita de São Paulo, a socialite Marta Suplicy (PT), e os ex-governadores do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT e André Puccinelli (MDB).

A relação está na decisão de hoje do juiz Marco Antonio Martin Vargas, que autorizou a Operação Dark Side, que realizou buscas e apreensões em endereços do presidente da Força Sindical — ele é investigado por receber R$ 1,7 milhão da JBS, em espécie e por meio de advogado, para suas campanhas em 2010 e 2012.

Na decisão contra Paulinho, o juiz citou os outros políticos, ao detalhar como as doações da JBS para campanhas de 2006, 2008, 2010 e 2012 eram “sistematizadas e identificadas” por Demilton, a pedido de Joesley Batista. A rubrica “eleições” indicava repasses declarados à Justiça Eleitoral; pagamentos relacionados a algum CNPJ eram doações de caixa 2 feitas por meio de empresas que firmavam contratos fraudulentos com a JBS, por serviços não prestados. Por fim, pagamentos em espécie eram registrados com a rubrica “remessa”. “Os nomes de candidatos aliados a expressão ‘remessa’ se referem a pagamentos em espécie não declarados, da mesma forma que o eram as despesas indicadas pelas nomenclaturas ‘eventuais’ e ‘diversas’, situações em que teriam ocorrido aporte de capitais não contabilizados aos, à época, candidatos Paulo Teixeira, Marta Suplicy, ‘Zeca do PT’, André Puccinelli e ‘Paulinho da Força’”, diz a decisão. (O Antagonista)

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