MundoTodos

Deputados argentinos aprovam pacote de emergência para superar crise

Após mais de 15 horas de debate, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na madrugada desta sexta-feira (20), por 134 votos a favor e 110 contra, um pacote de medidas de emergência válido até o dia 31 de dezembro de 2020. Foi a primeira vitória do novo presidente da República, o peronista populista Alberto Fernández, dez dias após a posse.

O projeto de lei Solidariedade Social e Reativação Produtiva, enviado pelo governo ao Congresso, tem como objetivo declarar emergências econômica, social e sanitária do país. Entre os principais pontos do projeto estão um imposto de 30% para gastos no Exterior, além de um limite de compra de 200 dólares por mês, medidas que afetam principalmente a classe média argentina, acostumada a viajar para Miami duas vezes por ano e trocar imediatamente todos os seus pesos por dólares, colocados no Exterior.

Além disso, o projeto aumenta diversos impostos, o que permitiria uma arrecadação equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Para os aposentados é prevista a suspensão por 180 dias dos aumentos previstos no governo anterior. O pacote contempla ainda uma moratória para as dívidas das pequenas e médias empresas e o congelamento das tarifas de luz e gás por um prazo máximo de 180 dias. Se aprovado no Senado, o projeto concederá, ainda, diversos designações excepcionais ao Poder Executivo.

Desta forma, o governo poderá executar, por um ano, medidas tributárias, previdenciárias, financeiras, administrativas, sociais e de saúde, sem necessidade de aprovação pelo Congresso. O projeto de lei será encaminhado para o Senado e votado em sessão presidida pela vice-presidente, a peronista populista muito incompetente Cristina Kirchner, ré em vários processos por corrupção durante os seus governos. O retorno à política de congelamentos e elevações de subsídios é um claro caminho para o fracasso da economia argentina.

Compartilhe nas redes sociais:

Comment here