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Deputados do Rio de Janeiro votam a favor da abertura de impeachment do governador Wilson Witzel, está aberto o processo

Em votação simbólica, a maioria dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu aval para a abertura de processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC). A decisão de abrir o processo de impeachment é exclusiva do presidente da Casa, André Ceciliano (PT). Ele anunciou, no entanto, que decidiu submeter o pedido ao plenário para que a decisão fosse mais democrática. E que abriria o processo em caso de maioria. A votação não afasta Wilson Witzel do exercício do cargo. “Quero tomar uma decisão conjunta e essa decisão não significa um pré-julgamento. A gente precisa dar uma posição para a sociedade. Poderia, monocraticamente, aceitar um desses pedidos, mas quero fazer encaminhamento aqui para que eu possa, como presidente, dar seguimento a um dos processos”, disse o petista André Ceciliano. Nos bastidores, a decisão de submeter ao plenário é vista como uma forma de mostrar a fragilidade do governador, com previsão de uma “derrota por goleada” no pleito. Ao todo, são 14 pedidos de impedimento contra Witzel.

A decisão de abrir ou não o processo estava prevista para a segunda metade de junho, mas os boatos sobre supostos dossiês contra deputados apressaram a Casa. As suspeitas dos dossiês surgiram contra o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão. Ceciliano disse que ouviu do então secretário sobre a existência dos documentos. Após a Operação Placebo, que investiga suspeitas de desvios na construção de hospitais de campanha e citou “provável envolvimento da cúpula do Poder Executivo no esquema”, Witzel demitiu Tristão em aceno à Assembléia Legislativa, preocupado com a possível votação do impeachment. A medida acalmou os deputados, mas por pouco tempo, até que os boatos sobre os dossiês voltassem aos ouvidos dos parlamentares.

O próximo passo agora será formar a Comissão Especial que emitirá parecer sobre admissibilidade da denúncia em até cinco sessões, a partir do recebimento da defesa (se a defesa não se manifestar, o parecer deve ser emitido no prazo de 10 sessões). A seguir o parecer da Comissão Especial será lido no plenário e incluído na votação da ordem do dia.
Os deputados deverão discutir e questionar o relator, que responderá às perguntas, em uma discussão que pode durar mais de um dia. Encerrada a discussão, será aberta votação nominal. Os deputados votarão e, se receberem a denúncia, por maioria absoluta, o governador será afastado do cargo. Assembléia e Tribunal de Justiça formarão um tribunal misto para decidir o impeachment.

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