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Empresário aponta esquema que pode ter desviado R$ 50 milhões no governo Witzel

A Procuradoria Geral da República prepara nova denúncia conta o governador afastado do Rio de Janeiro, ex-juiz federal Wilson Witzel, em que ele é acusado de ser “chefe de uma organização criminosa” que teria praticado os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude a licitações e peculato contra o estado do Rio de Janeiro. A denúncia tem como base documentos apreendidos e depoimento do empresário Edson Torres, apontado como operador financeiro do grupo de Pastor Everaldo. Segundo o empresário, o grupo teria montado uma “caixinha da propina” que, segundo Edson Torres, entre janeiro de 2019 e julho de 2020, teria arrecadado vantagens indevidas no valor de aproximadamente R$ 50 milhões.

“De acordo com o depoimento de Edson Torres, Wilson Witzel teria recebido R$ 980 mil em espécie quando era juiz federal. Os valores teriam sido entregues ao próprio Witzel e a Lucas Tristão, segundo a denúncia. Após iniciar a campanha, Edson e Victor Hugo teriam entregue ao Pastor Everaldo o total de R$ 1,8 milhão, em dinheiro que teria sido parcelado de abril até o final do segundo turno. Após as eleições, segundo a denúncia, o grupo que aportou recursos financeiros na campanha do então candidato teria fatiado as secretarias e estatais “com o escopo de ter retorno econômico”: Helio Cabral teria assumido a presidência da Cedae por indicação do Pastor Everaldo; Edmar Santos teria assumido a Saúde por indicação de Edson Torres; Juarez Fialho, que era sócio de Victor Hugo, teria assumido a Secretaria das Cidades e, interinamente, a Secretaria de Trabalho e Renda”.

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