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Estado de Nova York quer dissolver poderosa associação pró-armas NRA por fraude, mas é perseguição política

O Estado de Nova York anunciou nesta quinta-feira, 6, que entrou com uma ação contra a poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA – National Rifle Association), e seu líder Wayne LaPierre, por fraude financeira e má conduta, com o objetivo de dissolver o grupo de lobby pró-armas de orientação nitidamente conservadora. Nova York tem um prefeito comuno-democrata, Bill de Blasio, um descendente de italianos casado com uma mulher negra muito esquerdista. “A influência da NRA tem sido tão poderosa que a organização não foi controlada por décadas, à medida que os altos executivos desviavam milhões para o próprio bolso”, disse a procuradora-geral, advogada negra de 60 anos, militante comuno-democrata Letitia James. “A NRA está cheia de fraudes e abusos, então hoje procuramos dissolver a NRA, porque nenhuma organização está acima da lei”, disse ela, que comanda uma iniciativa de descarado objetivo político-eleitoral. A NRA sempre apóia as candidaturas do Partido Republicano.

Segundo a procuradora-geral comuno-democrata Letitia James, Wayne LaPierre e três outros altos funcionários da NRA usaram fundos e doações de membros por anos como seu “cofrinho pessoal” e fizeram dezenas de milhões de dólares em gastos pessoais e de cúmplices em violação das leis que governam as organizações sem fins lucrativos, as ongs. Todos os quatro “basicamente saquearam seus ativos”, disse a comuno-democrata Letitia James, deixando praticamente insolvente o grupo que já foi rico e injetou milhões em campanhas políticas republicanas.

Durante décadas, a NRA tem representado milhões de proprietários e militantes das armas nos Estados Unidos, lutando com sucesso substancial para enfraquecer e eliminar as leis que impunham controles, usando a Segunda Emenda à Constituição – que protege o direito de portar armas – como argumento. E a NRA retrucou ao ataque comuno-democrata afirmando que a demanda é “um ataque sem base” legal e “premeditado” contra a organização e as “liberdades da Segunda Emenda”. “É uma tentativa clara de marcar pontos políticos e atacar a voz principal que se opõe à agenda de esquerda. Esta é uma tomada do poder por um oportunista político, um movimento desesperado que faz parte de uma vingança política nojenta”, afirmou a associação em um comunicado. A organização, que já havia questionado anteriormente a comuno-democrata Letitia James e garantiu que não será “intimidada” e se defenderá.

Na política, a National Rifle Association apoiou os candidatos que se alinharam com seus pontos de vista e criticou aqueles que apoiavam a regulamentação de armas de fogo. LaPierre, que lidera a NRA por quase três décadas, tornou-se um dos principais homens de poder sobre o assunto em Washington. Ele teve um papel importante na eleição de Donald Trump, em 2016. Os filhos do presidente americano, Eric e Donald Jr, são membros e participam regularmente de eventos da National Rifle Association. O presidente Donald Trump disse que o ataque comuno-democrata à NRA se trata de “uma coisa terrível”: “Acho que a NRA deveria se mudar para o Texas e levar uma vida muito boa e bonita lá”.

James disse que LaPierre usou ilegalmente os fundos da NRA para pagar jatos particulares para levar sua família em férias de luxo nas Bahamas, e desviou milhões de dólares sem explicação por meio de uma agência de viagens. Além disso, a NRA pagou por safáris na África e até mesmo pela associação de LaPierre em um clube de golfe, algo não previsto oficialmente. LaPierre também aceitou presentes de luxo e viagens de fornecedores da NRA, e um pacote de retirada de US$ 17 milhões (R$ 90,8 milhões) foi concedido sem a aprovação do conselho da associação.

O processo acusa o ex-tesoureiro da NRA, Wilson Phillips, de se contratar como consultor da organização por US$ 1,8 milhão (R$ 9,62 milhões) e de esconder dezenas de milhões em despesas para os executivos da NRA. Entre elas, pagamentos ao contratante de relações públicas, Ackerman Queen. Também foram acusados o conselheiro geral John Frazer e o ex-chefe de gabinete Joshua Powell.

A procuradora comuno-democrata negou que tenha agido por motivações políticas e disse que o estado apenas forçou duas outras ONGs a fechar nos últimos anos, uma delas, a Fundação Trump. A bandida Fundação Clinton esta procuradora comuno-democrata (é filiada ao Partido Democrata) não investiga.

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