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Fim do acordo com a Boeing é “devastador” para a Embraer

O divórcio entre Boeing e Embraer pode trazer resultados “devastadores” para a brasileira, prevê a Guide Investimentos em relatório enviado a clientes neste quinta-feira (7). A corretora classificou o fim do negócio como negativo, visto que a companhia, que já foi líder em seu setor, “hoje não possui mais tanta força para se manter competindo no ramo de aviação comercial”. De acordo com a Guide, a empresa ficou para trás quando comparada aos outros players do mercado externo. “A Joint Venture seria algo positivo, que poderia ajudar na situação da companhia, mas seu cancelamento trouxe efeitos devastadores”, afirma.

A pá de cal que assinalou o desfecho nada bom entre Boeing e Embraer foi a pandemia do novo coronavírus, que provocou uma crise de enormes proporções no setor aéreo. “O setor foi altamente impactado pelo vírus, com as companhias aéreas tendo diminuído sua oferta em cerca de 90%”, afirma. Para a Guide, a Embraer passou a ter ainda mais custos após o encerramento das negociações, além dos colocados com a pandemia.

Para tentar contornar a situação, a companhia está costurando um plano de resgate junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com participação de bancos comerciais, que deve trazer mais US$ 1 bilhão para seu caixa, que estava em US$ 2,8 bilhões no fim do ano. Na última quarta-feira (06), Sergio Eraldo de Salles Pinto e Israel Vainboim, membros do conselho de administração da Embraer, renunciaram a seus cargos. Ambos atuavam em apoio ao processo de parceria com a Boeing.

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