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Governo do tucano Eduardo Leite admite que a CEEE está falida

O presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica, a CEEE do Rio Grande do Sul, Marco Soligo, admitiu nesta quarta-feira, com todas as letras, que a empresa está falida, não tem como o governo do tucano Eduardo Leite tirá-la do buraco, e o único meio de o Estado não perder a sua concessão de serviços de energia elétrica até o final do ano será vender a empresa ainda antes disso, o que parece muito improvável. A CEEE apresentou um novo prejuízo, desta vez de R$ 1,01 bilhão no primeiro semestre.

Como se não fosse suficiente, a empresa está tomando mais uma ação trabalhista movida pelo sindicato dos eletricitários, esta no valor de R$ 32 milhões. A CEEE é um caso típico em que o corporativismo matou a vaca das têtas na quais se alimentava. O presidente da empresa, Marco Soligo, diz que a estatal energética sulriograndense está quebrada desde 2016 e que só sobrevive porque não recolhe o ICMS que cobra na conta de cada um dos usuários no Estado. Esse valor corresponde a 33% do total gasto por energia.

Se a CEEE não for vendida até dezembro deste ano, o governo do Rio Grande do Sul corre seríssimo risco de perder a sua concessão. Devido ao balanço negativo, a CEEE está um patrimônio líquido negativo de R$ 4,88 bilhões. Se todos seus bens tangíveis fossem vendidos, ainda ficaria devendo esse valor.

O prejuízo de janeiro a junho foi duas vezes (118,58%) maior que o de igual período de 2019. Marco Soligo afirma que a compra da energia da binacional Itaipu, feita em dólar, é outra razão para o estrangulamento da CEEE. Quando a moeda americana sobe, aumenta esse custo. Conforme Soligo, 99% da dívida da CEEE-D é dolarizada. Isso aumentou em R$ 453 milhões as despesas com financiamentos internacionais. A situação chegou a esse porque essa desgraça estatal, devorada pelo corporativismo, há mais de 40 anos é incapaz de realizar investimentos suficientes para libertar a economia do Rio Grande do Sul da importação de energia.

Hoje, cerca de 70% da energia consumida no Estado é importada de Foz de Iguaçu. Até o final do ano, confirmou Soligo, será completada a divisão das áreas de geração e transmissão, para privatização separada. É muita lentidão para dar um fim nessa porcaria estatal que atravanca o desenvolvimento e progresso dos gaúchos há mais de 40 anos.

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