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Grande construtora Cyrela sofreu com a crise da pandemia do virus da China e viu lucro cair 40%

O lucro da Cyrela caiu 40,4% no segundo trimestre de 2020, fechando o período em R$ 68 milhões antes os R$ 114 milhões do ano passado, mostra relatório enviado ao mercado nesta quinta-feira (13) ao mercado acionário. A baixa foi puxada pela queda nos lançamentos e nas vendas. Entre os meses de abril e junho, a companhia lançou cinco empreendimentos, totalizando o Valor Geral de Vendas (VGV) em R$ 395 milhões, redução de 81%. No semestre, o VGV de lançamentos atingiu R$ 2.039 milhões, sendo 23% menor que no mesmo período de 2019. “Ainda que o ritmo de obras da companhia não tenha apresentado redução relevante, observamos queda acentuada nas vendas, especialmente em abril, e postergamos a maioria dos lançamentos programados para o trimestre”, informou a empresa.

As vendas líquidas contratadas neste trimestre somaram R$ 818 milhões, queda de 57%. No semestre, as vendas contratadas atingiram R$ 2.175 milhões, sendo 27% inferior ao mesmo período de 2019. A construtura aposta nos juros baixos e na retomada da economia para recuperar a perda. “O setor teve boa retomada no mês de junho, reforçada pelo desempenho das vendas de estoques e também do lançamento Living Ipiranga”, disse. A receita liquida encolheu 10,4%, fechando o trimestre em R$ 839 milhões. No semestre, a receita líquida somou R$ 1,6 bilhão, 9% menor do que em 2020. A empresa teve alta na margem bruta, que subiu 1,5 ponto percentual, para 32,8%.

“As vendas enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida foram o principal destaque operacional do trimestre, provando novamente a resiliência do segmento de baixa renda durante períodos de crises econômicas”, afirmou a Cyrela no balanço. A Cyrela entregou 12 projetos no trimestre, com 2.959 unidades que representavam R$ 641 milhões de VGV (100%) na data dos respectivos lançamentos. No semestre, foram entregues 6.260 unidades com VGV (100%) de R$ 1.313 milhões, em um total de 22 empreendimentos. Os segmentos de alto e médio padrão representaram 26% das entregas do semestre, enquanto os empreendimento focados no Programa Minha Casa Minha Vida representaram 74% do total. (Money Times)

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