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Guide diz a clientes que está se abrindo janela para BNDES vender R$ 50 bilhões em ações da Petrobras, JBS, Suzano e Klabin

Com a taxa básica de juros (Selic) na mínima histórica (2%) e a retomada da economia, o mercado de ações ganhou impulso e recuperou parte do terreno perdido na pandemia. E assim se abriu-se uma janela de oportunidades para que o BNDES volte com processo de venda da sua participação em empresas, como Petrobras, JBS, Suzano e Klabin, interrompido durante a baixa dos mercados provocada pela Covid-19, destaca a Guide em relatório enviado a clientes.

“Com a recuperação no preço dos ativos, torna-se novamente atrativo seguir em frente com o processo de desinvestimento, disponibilizando um montante maior de recursos para fazer uma frente à crise da covid-19”, afirmou. Até o momento, o BNDES obteve um fluxo de R$ 3 bilhões pela venda de ações da Marfrig e aumentou sua receita com o recebimento de R$ 450 milhões pelos papéis da Light. Além disso, o banco se desfez de R$ 23 bilhões em ações da Petrobras.

Recentemente, em linha com o rali que se verificou desde meados de março, o BNDESPar, em julho e agosto, garantiu, respectivamente, R$ 1,2 bilhão e R$ 8,1 bilhões com venda de parte da participação na AES Tietê e na Vale.

Mesmo após a realização da venda de participações na Petrobras, o banco de fomento ainda detém uma parcela considerável de 8% do capital da empresa. Em valores monetário, está participação equivale a R$ 23 bilhões de reais. Nos estágios iniciais da crise, o papel preferencial da empresa (que é onde o BNDESPar detém a maioria de sua participação) despencou 63,04% ao ir de R$ 30,54 para R$ 11,29. Desde então, recuperou parte das perdas, valorizando 92,92%, até alcançar R$ 21,78, ainda bastante abaixo do valor de março. “A crise da covid-19, geradora de uma intensa queda na demanda por petróleo em âmbito internacional, proporcionou um ambiente altamente desafiador para a petroleira”, afirmou a Guide.

Na Suzano e Klabin, o BNDES detém uma participação de 11,04% no total do capital da Suzano, o que significa 150 milhões de ações que, aos preços de mercado verificados até o momento, equivalem a R$ 6,4 bilhões. Já no caso da Klabin, a participação é na ordem de 5,20% no capital da companhia, onde 2,83% diz respeito às ações ordinárias e 6,57% às ações preferenciais. Apesar das quedas recentes, os papéis da empresa já recuperaram todas as perdas da crise, passando por uma valorização de 62,35% em suas ações preferencias, sendo atualmente negociada em torno dos R$ 4,30. “Ao contrário do que ocorreu com a Petrobras, o setor de papel e celulose já recuperou todas as perdas registradas desde o início da crise”, afirmou.

Já no caso da JBS o BNDES mantém uma participação de 21,32% no capital da companhia, ou seja, detém 936 milhões das ações em circulação que, aos preços vigentes no mercado, valem em torno de R$ 20,5 bilhões. Durante a crise, os papéis da empresa se desvalorizaram em 37,13%, indo de R$ 26,19 para R$ 16,46. De lá para cá, assim como o Ibovespa, houve uma recuperação da ordem de 36,62%, sendo negociado atualmente em R$ 21,00 por ação. “Com isto, observa-se que os papéis da empresa, assim como os da Petrobras e ao contrário dos das empresas do setor de papel e celulose, ainda estão consideravelmente abaixo dos patamares pré-crise”, pontuou a corretora.

Para a Guide, a disparada do dólar e os resultados financeiros fracos por conta ao surgimento de casos de covid-19 em alguns frigoríficos nos Estados Unidos e no Brasil inibiram uma retomada veloz da produção. (Money Times)

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