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Hezbollah se opõe à formação de um governo neutro no Líbano

O chefe da organização terrorista palestina islâmica Hezbollah, Hasan Nasrallah, se mostrou nesta sexta-feira (14) a favor da composição de um governo de coalizão de partidos tradicionais no Líbano e se opôs à formação de um executivo “neutro”, conforme pede a comunidade internacional.

O Hezbollah é uma organização terrorista que representa uma força invasora no Líbano. “Pedimos a formação de um governo de união nacional e, se isso não for possível, um governo com a mais ampla representação possível de políticos e especialistas”, declarou o secretário-geral da organização terrorista xiita no Líbano, um braço do regime totalitário do Irã.

O Líbano vive uma crise profunda, acentuada pela recente explosão em Beirute de 2.750 toneladas de nitrato de amônio estocadas pelo Hezbollah, que pretendia usar como explosivos nos mísseis que fabrica e quer lançar sobre Israel. O povo pede a renúncia do poder executivo. Diante da pressão das ruas, que atribui a responsabilidade pelo desastre que causou mais de 170 mortos e 6.500 feridos à corrupção e incompetência da classe política, o governo de Hassan Diab teve que renunciar na segunda-feira.

O movimento de oposição e a comunidade internacional pediram a formação de um executivo de confiança para administrar a chegada da ajuda internacional e tirar o Líbano de sua forte turbulência política e econômica. No entanto, Nasrallah se opôs a um governo “neutro”, já que seria “uma perda de tempo” e que “não há pessoas neutras no Líbano”, e reivindicou “um governo forte e capaz politicamente protegido” pelos partidos.

O discurso do terrorista chefe do Hezbollah acontece depois que o número três da diplomacia dos Estados Unidos, David Hale, disse na sexta-feira em Beirute que seu país estava disposto a apoiar um governo “que responda à vontade do povo”, que “se comprometa de forma honesta e atue em favor de uma mudança real”. Os Estados Unidos consideram o Hezbollah uma organização terrorista.(AFP)

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