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Hospital Conceição, de Porto Alegre, cancela todas as cirurgias eletivas, UTIs ficam apenas para vírus chinês e urgências

O Grupo Hospitalar Conceição, de Porto Alegre, instituição estatal federal, que comanda cinco hospitais na capital gaúcha e uma UPA, maior complexo hospitalar do Rio Grande do Sul, anunciou que, a partir desta quarta-feira (8) não serão mais realizados procedimentos eletivos, as UTIs ficarão dedicadas ao atendimento apenas para os casos de coronavirus. A ordem é centrar todo o esforço de UTIs no combate à pandemia, mas as cirurgias de urgência não serão canceladas. As emergências dos hospitais do Grupo Conceição emergências continuarão funcionando.

O muito incompetente, intolerante e totalitário prefeito Nelson Marchezan Junior, do PSDB, não criou nenhum novo leito de UTI na cidade de Porto Alegre em todos esses cinco meses de estado de emergência nacional por causa do coronavirus, enquanto deixava inúteis três hospitais na cidade que estão fechados; mais do que isso, comandou o desmonte de leitos de UTI do Hospital Beneficiência, um dos que estão fechados, e os transferiu para Canoas; em todos esses cinco meses, não comprou um único respirador novo para a rede de saúde de Porto Alegre.

Ele faz “jogadinhas” com o Hospital Conceição e o Hospital de Clínicas, hospitais de referência para tratamento do coronavirus em Porto Alegre, ambos públicos federais, para “criação” de novos leitos de UTI para o tratamento de casos do Covid-19. É o caso do Hospital Conceição, onde uma sala de recuperação do bloco cirúrgico já havia sido transformada em UTI. Todas as cinco salas de recuperação estão paulatinamente sendo transformadas em UTIs.

Para isso era necessário proibir a realização de todas as cirurgias eletivas, que demandam a utilização dessas salas de recuperação. De tanto Videversus divulgar que os técnicos de saúde dessas salas de recuperação não estavam sendo testados para o coronavirus, agora a direção do grupo hospitalar passou a realizar os testes periodicamente. Mas, ainda assim, os técnicos de saúde são obrigados a sair do prédio do Hospital Conceição, caminhar uma quadra até a famigerada “tenda”, onde têm coletadas as amostras para o teste rápido. Todos eles poderiam ter coletadas suas amostras em seus próprios postos de trabalho, já que os testes são examinados no laboratório do próprio Hospital Conceição.

Esse trabalho parece ter sido escolhido desse jeito para justificar o pagamento à empresa contratada para a gestão da tal “tenda”. Por último, o muito incompetente prefeito Nelson Marchezan Junior teve cinco meses para montar um hospital de campanha em Porto Alegre, com centenas de leitos para atendimento de casos de coronavirus, inclusive com UTIs, sabendo que os casos respiratórios são sazonais em Porto Alegre, ocorrem todos os anos e costuma lotar todas as emergências hospitalares da cidade.

É insuportável manter no cargo um prefeito desse tipo. Enquanto isso, ele penaliza todos os outros pacientes de casos que não sejam os de covid-19, também os médicos que tratam esses pacientes, produzindo um efeito perverso na saúde pública da capital gaúcha. E não dá explicações sobre a destinação da montanha de dinheiro que recebeu do governo Bolsonaro para combater o coronavirus. E penaliza toda a população da cidade, imponto praticamente um novo lockdown, paralisando todas as atividades econômicas da população já miserabilizada. Se os portoalegrenses tiverem um mínimo de vergonha na cara não reelegerão esse prefeito em novembro.

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