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Hospital da PUC gaúcha fecha unidade materno-infantil e ainda barra inspeção de sindicato dos médicos

Comprometido em fiscalizar de perto a situação da unidade materno-infantil do Hospital São Lucas (HSL) da PUCRS, de Porto Alegre, o Simers foi impedido de realizar vistoria no local na tarde da última quinta-feira (23/4). A diretora Márcia Barbosa e a assessoria política da entidade levaram ao hospital um ofício da promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos da Capital, Liliane Dreyer, que solicitava ao Simers a verificação da situação da instituição de saúde após a comunicação do fechamento deste setor.

A administração do Hospital São Lucas, mesmo diante da apresentação do documento, exigiu agendamento prévio para inspeção no local. No dia anterior (22/4), a diretoria do Sindicato dos Médicos também havia recebido a negativa de vistoria da direção do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, para o qual deve ser transferida a unidade a ser encerrada no São Lucas. No último dia 15, com total falta de transparência, sem qualquer entendimento com a sociedade gaúcha, e muito menos com o Sindicatos dos Médicos do Rio Grande do Sul, a PUC encerrou as atividades da Unidade Materno-Infantil do seu Hospital São Lucas.

A transferência de suas atividades para as instalações do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, da prefeitura de Porto Alegre, foi anunciada pelo prefeito Nelson Marchezan Junior, de maneira peremptória, sem qualquer discussão. Naturalmente, isso não foi aceito pelos médicos, e o Simers manifestou seu repúdio à forma como foram desencadeadas as ações e o descaso em relação aos profissionais envolvidos direta ou indiretamente no processo de fechamento do setor materno-infantil do Hospital São Lucas.

O Simers ressalta que as definições dessa negociação com a prefeitura também foram ocultadas, por representantes do Hospital São Lucas, durante a audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), que ocorreu com as partes envolvidas, na tarde de terça-feira (14). O presidente do Simers, Marcelo Matias, salientou que “trata-se de um processo obscuro, em meio à pandemia do coronavírus, quando a população está insegura e a saúde precisa de estrutura ampliada para atendimento aos pacientes”.

Marcelo Matias enfatiza que o Simers foi demandado e, junto a importantes instituições representativas, buscou incessantemente o diálogo e as adequações cabíveis para manter disponível o serviço materno-infantil do Hospital São Lucas, “o qual é identificado como uma das referências do setor no Estado e motivo da matrícula de muitos estudantes de medicina da PUCRS”. O Simers refuta ainda a falta de transparência dessa negociação e lamenta, profundamente, o descaso com todos os profissionais, consumidores, professores, alunos e instituições representativas envolvidas nesta questão e observa o desrespeito ao TRT4, em função da omissão de informações pertinentes ao caso e objeto da audiência.

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