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Juíza determina manutenção da prisão preventiva por seis meses de Ronaldinho Gaúcho no Paraguai

A juíza Clara Ruiz Díaz determinou neste sábado a manutenção da prisão preventiva de Ronaldinho Gaúcho e de Assis Roberto Moreira, seu irmão e empresário, por seis meses, pelo envolvimento em um caso de falsificação de documentos. Eles permanecerão presos no complexo da Agrupação Especializada da Polícia Nacional do Paraguai, um presídio de alta segurança, onde passaram a última noite em uma cela após pedido de detenção pela Procuradoria Geral.

A decisão foi tomada após a realização de uma audiência de custódia, na qual os ex-jogadores chegaram algemados, sendo que o pentacampeão mundial pela seleção brasileira utilizava uma camiseta para cobrir as mãos. E atende ao pedido do Ministério Público, através do promotor da unidade especializada de delitos econômicos Osmar Legal, temeroso do risco de fuga de Ronaldinho e Assis.

Os dois acusados passaram a noite presos na Agrupação Especializada da Polícia Nacional do Paraguai por decisão da procuradora-geral do Estado, Sandra Quiñonez. O magistrado disse que ambos deveriam permanecer no país durante a investigação, embora tenha lembrado que a lei paraguaia estabelece um prazo máximo de seis meses para casos de prisão preventiva.

A defesa de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, acusados de uso de documentos falsos, apresentou um recurso contra a decisão do juiz Mirko Valinotti de não dar o “critério de oportunidade”, que considera que eles foram enganados. O magistrado negou o pedido de saída processual por parte dos promotores Federico Delfino e Alicia Sapriza. Além disso, os advogados alegaram que não respeitaram os dias úteis para que eles executem os procedimentos.

O grupo de quatro advogados também interpôs recurso contra a data da audiência, que começou depois das 10 horas deste sábado. Finalmente também disponibilizaram à juíza Clara Ruiz Díaz um endereço em Assunção para que possa ordenar a prisão domiciliar dos ex-jogadores. No entanto, nenhum desses argumentos funcionou para reverter a decisão.

O promotor também solicitou a prisão de Dalia López, empresária paraguaia responsável pelo convite para Ronaldinho Gaúcho viajar ao Paraguai para a participação de eventos nesta semana. Antes, Wilmondes Sousa Lira, brasileiro de 45 anos, foi preso pela polícia pela acusação de ter fornecido os passaportes falsos aos ex-jogadores.

O caso se desdobra desde a noite de quarta-feira, quando o ex-jogador e seu irmão e empresário foram alvos de busca da polícia do Paraguai no quarto de hotel em que estavam pelo uso de uma identidade e um passaporte paraguaios, ambos falsos.

Na quinta-feira, o Ministério Público do país havia decidido não abrir processo formal contra Ronaldinho e Assis. Na sexta-feira, porém, o juiz Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção, não aceitou a recomendação e deu 10 dias para a promotoria investigar o caso e dar o parecer definitivo. Com isso, o caso foi para a Procuradoria Geral, que pediu a prisão preventiva do pentacampeão com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002, e de Assis, que atua como seu empresário.

A prisão aconteceu quando os dois haviam trocado de hotel em Assunção. Na sexta-feira, antes da prisão, o promotor Federico Delfino chegou a declarar que os investigadores detectaram que o pedido de naturalização paraguaia de Ronaldinho Gaúcho e o irmão foi registrado no Departamento de Migração do Paraguai. O ex-jogador e seu irmão declararam que não solicitaram esse procedimento e o Ministério Público, então, investigará um possível esquema de falsificação de documentos que envolve funcionários públicos e pessoas do setor privado.

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