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Lava Jato coloca na cadeia os irmãos empresários German e José Efromovich

O empresário German Efromovich e seu irmão José foram presos pela Polícia Federal nesta quarta-feira no âmbito de nova fase da Operação Lava Jato, batizada de “Navegar é Preciso”, que apura fraudes em licitação da Transpetro, subsidiária da Petrobras. Esta Transpetro era feudo do MDB durante mais de uma década, partido que manteve na sua direção o corrupto delator premiado cearense Sérgio Machado.

A 72ª fase da Lava Jato investiga o pagamento de propina ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que assinou acordo de delação premiada com os investigadores, em um contrato da subsidiária da Petrobras que teria gerado prejuízo de 611,2 milhões de reais à Transpetro, segundo notas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. De acordo com o Ministério Público Federal, mais de 40 milhões de reais em propina foram pagos em contratos de construção de navios para a Transpetro. Nessa trampa corrupta também está envolvida a megalixeira Estre Ambiental SA, e seu dono, megalixeiro Wilson Quintella Filho.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pela 13ª Vara Federal em Curitiba, responsável pelos processos da Lava Jato na capital paranaense, foram cumpridos por 36 policiais federais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói e Maceió.

“Durante as investigações da operação Lava Jato, foi identificada uma organização criminosa que fraudava o caráter competitivo das licitações e sistematicamente pagava propina a altos executivos da Petrobras, bem como a outras empresas a ela relacionadas como a Transpetro, empresa responsável pelo transporte de combustível no País e pela importação e exportação de petróleo e derivados”, disse a Polícia Federal.

“A presente operação investiga os possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que teriam sido praticados no contexto de licitação e celebração de contratos de compra e venda de navios celebrados pela Transpetro com determinado estaleiro, no âmbito do Promef, que era o programa do governo federal para a reestruturação da indústria naval brasileira”.

O Ministério Público Federal afirmou que apuração interna da Transpetro apontou que a atuação dos executivos do EISA com o então presidente da Transpetro, o corrupto confesso Sérgio Machado, que fechou acordo de delação premiada com os investigadores, gerou prejuízo de 611,2 milhões de reais. O valor global combinado do contrato foi de 857 milhões de reais, segundo a Polícia Federal. Também foi determinado o bloqueio de 651 milhões de reais de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

“As provas apontam que contratos sem lastro na realidade, envolvendo investimento em campos de petróleo e empréstimos com empresas em paraísos fiscais, foram usados em um esquema que causou prejuízo estimado em mais de 600 milhões de reais”, disse a procuradora da República Luciana Bogo, segundo nota do Ministério Público Federal.

“A continuidade dos trabalhos da força-tarefa, mesmo após seis anos de seu início, permite que as investigações se aprofundem cada vez mais, de forma que pessoas envolvidas em grandes casos de corrupção no sistema Petrobras ainda sejam responsabilizadas”, acrescentou a procuradora. Esta é a 72ª fase da Lava Jato, sendo que a primeira ocorreu em março de 2014, e ocorreu pouco depois de o Supremo Tribunal Federal ter suspendido o julgamento de ações pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que poderiam retirar o coordenador da força-tarefa de Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol, do cargo. (Money Times)

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