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Mais da metade das regiões do Rio Grande do Sul passa para a severa bandeira vermelha

Pela segunda semana consecutiva, o mapa preliminar do Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul, o sistema de bandeirolas do arco íris inventado pelo governador tucano Eduardo Leite, em associação com a esquerdopata Universidade Federal de Pelotas, trouxe, nesta sexta-feira, 12 regiões do Estado em bandeira vermelha. Ou seja, submetidas a severas restrições nas atividades humanas e econômicas. As outras nove regiões se encontram na bandeira laranja.

Até domingo, às 6 horas, municípios e associações regionais podem apresentar pedidos de reconsideração, que serão analisados para que as bandeiras definitivas sejam divulgadas na segunda-feira. Nesta rodada, o mapa passa a ter 21 regiões. Desmembrada de Porto Alegre, que já se encontrava há várias semanas sob a classificação de risco alto, a 21ª região Covid passou a vigorar na quinta-feira (6/8) e reúne os 19 municípios das regiões Carbonífera e Costa Doce, recebendo o nome de Guaíba.

A cidade de Guaíba, que fica do outro lado do rio Guaíba, de frente para Porto Alegre, inclusive, é uma das 12 classificadas como risco epidemiológico alto na versão preliminar do mapa, ao lado de Capão da Canoa, Palmeira das Missões, Erechim, Pelotas, Bagé e Uruguaiana. As regiões de Novo Hamburgo, Porto Alegre, Canoas, Taquara e Passo Fundo já estavam na bandeira vermelha na 13ª rodada e foram mantidas. A região de Lajeado apresentou melhora nos indicadores e reduziu para a bandeira laranja.

Conforme o mapa preliminar, 275 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 7.759.635 habitantes, ou seja, 68,5% da população gaúcha (total de 11.329.605 habitantes). Desses, 126 municípios (597.635 habitantes, 5,3% do Rio Grande do Sul) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

Para o total do Rio Grande do Sul, houve leve aumento em diversos indicadores, com exceção da aceleração maior nas hospitalizações (17%) e no número de óbitos (10%). Nesta semana, mesmo com o avanço da doença, o número de leitos livres se manteve estável, com abertura de novas unidades e redução no número de internados por outras causas. Como consequência, a razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19 voltou a cair, mantendo-se abaixo de um leito livre para cada ocupado, o que exige cautela para não permitir novas acelerações no número de internações pela doença no Estado.

• o número de novos registros de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de confirmados com Covid-19 aumentou 17% entre as duas últimas semanas (1.094 para 1.278);

• o número de internados em UTI por SRAG aumentou 3% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (872 para 897);

• o número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS reduziu 3% entre as duas últimas quintas-feiras (1.002 para 975);

• o número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 4% entre as duas últimas quintas-feiras (672 para 702);

• o número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS aumentou 1% entre as duas últimas quintas-feiras (de 602 para 608);

• o número de casos ativos caiu 4% entre as duas últimas semanas (de 7.793 para 7.454);

• o número de óbitos por Covid-19 aumentou 10% entre as duas últimas quintas-feiras (de 369 para 406).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (434), Caxias do Sul (123), Canoas (117), Novo Hamburgo (96) e Passo Fundo (88).

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