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Mandetta é um fracasso em providenciar defesas para os brasileiros, sua gestão não tinha nenhum plano de contingência para enfrentar crise

Pouco antes de deixar a coletiva de imprensa no fim da tarde desta quarta-feira, em Brasilia, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi questionado sobre o problema envolvendo a compra de 200 milhões de máscaras. Segundo ele, a empresa inicialmente selecionada avisou que só poderá entregar 10 milhões. Isso é de uma incompetência invulgar, fora de série.

Como é possível que o Ministério da Saúde tenha feito uma compra sem antes realizar verificação mínima sobre a capacidade de produção e de entrega do produto de parte do contratado? Isso é absolutamente inaceitável e criminoso quando o País vive em um estado de emergência nacional. Diante do problema apresentado, ele disse que o Ministério da Saúde buscou negociar com os demais selecionados. Conseguiu apenas a promessa da empresa que ficou em quinto lugar: “Nós assinamos com o quinto. A próxima etapa é isso se materializar”.

Isso é inacreditável, há dezenas de milhares de pequenas confecções no Brasil, todas devidamente cadastradas, identificada, localizáveis, que poderiam ter sido imediatamente mobilizadas para a tarefa de produção de máscaras em regime de trabalho de tempo de guerra.

Aliás, o que faltou a esse ministro Mandetta, em primeirissimo lugar, foi reconhecer um Estado de Guerra, e agir como tal. E ainda agora se comporta de maneira omissa. O ministro explicou que a empresa terá 30 dias para entregar o material, que ainda precisará ser remetido aos Estados e depois aos municípios: “A gente está com o contrato assinado. Tem previsão de entrega. Mas, às vezes, chega na véspera e diz: ‘Não consigo te entregar”.

Quando ele receber essas remessas, se receber, nem será mais preciso distribuir nada, porque já estará passando o período de alta contaminação no Brasil e a pandemia estaria em pleno recesso. Da mesma maneira esse ministro incompetente e omisso, campeão de imprevidência, agiu na questão do fornecimento de respiradores artificiais: “Hoje nos conseguimos fazer uma possível compra. Assinamos, empenhamos, adiantamos o pagamento de 8 mil respiradores. Queremos receber. Ele tem 30 dias para nos entregar. Se entregar, ótimo. O cenário muda. Eu acalmo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, a coisa anda. Se não confirmar… Está havendo uma quebra entre o que você assina. Quando você tem o dinheiro e não tem o bem, não adianta. Pode pegar o PIB, eu quero comprar. Mas a fabrica não consegue te atender. Nós temos um problema hoje de demanda hiperaquecida em cima desses itens chaves”.

É inconcebível ouvir isso de um ministro da Saúde. O problema poderia ter sido resolvido bem lá no começo da epidemia, quando o ministro deveria ter colocado em regime de produção de tempo de guerra indústrias como a Weg, em Joinville, que agora passará a produzir centenas de respiradores por dia.

Milhares de outras pequenas fábricas pelo País poderiam ter sido mobilizadas para produzir esse equipamento. Nos Estados Unidos, GM e Ford comprometeram-se a produzir 50 mil respiradores artificiais por dia. Por que esses gigantes automobilísticos, que têm seus parques industriais paralisados no Brasil, não poderiam fazer a mesma coisa aqui?

A lógica de comportamento desse ministro Mandetta, desse ministério da Saúde na gestão dele, é absolutamente inaceitável, indesculpável, além de incompetente. Isso precisará ser investigado em profundidade, e ele precisará ser responsabilizado pelos imensos prejuízos que está causando ao Brasil e aos brasileiros, não só do ponto de vista da economia, mas também em vidas perdidas desnecessariamente.

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