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Manifestantes entram em confronto com a polícia do regime corrupto em Beirute

A polícia libanesa lançou bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar manifestantes que jogavam pedras e bloqueavam uma via perto do Parlamento em Beirute, neste domingo (9), no segundo dia de protestos contra o governo pela explosão devastadora da última terça-feira (4) no porto da capital, que deixou 158 mortos até agora, mais de 6.000 feridos e mais de 300 mil pessoas desalojadas, com suas casas destruídas.

O fogo irrompeu em uma entrada para a Praça do Parlamento, enquanto os manifestantes tentavam invadir uma área isolada, segundo imagens de TV. Os manifestantes também invadiram os escritórios de ministérios. A enorme explosão, que abriu uma cratera de 48 metros de profundidade na porto de Beirute, ocorreu em um momento no qual o país passada por uma grande crise política e econômica, gerando fortes apelos para que o governo renuncie.

Policiais da tropa de choque entraram em confronto com os manifestantes, enquanto milhares de pessoas seguiam para a Praça do Parlamento e para a Praça dos Mártires. “Demos a esses líderes tantas chances de nos ajudar e eles sempre falharam. Queremos todos eles fora, especialmente o Hezbollah, porque é uma milícia e apenas intimida as pessoas com suas armas”, disse Walid Jamal, um manifestante desempregado, referindo-se ao o grupo armado mais influente do país, apoiado pelo Irã, que tem ministros no governo.

A organização terrorista palestina Hezbollah é a grande responsável pelo enorme desastre em Beirute, porque era ela quem estocava a carga de nitrato de amônio para municiar os mísseis que pretende lançar sobre Israel. O Líbano só terá paz quando escorraçar os palestinos de seu território, assim como fez a Jordânia.

O patriarca cristão maronita, Bechara Boutros al-Rai, disse que o gabinete deveria renunciar, uma vez que não pode mudar a forma como governa. “A renúncia de um parlamentar ou ministro não é suficiente, todo o governo deveria renunciar, pois não é capaz de ajudar o país a se recuperar”, afirmou em seu sermão de domingo.

A ministra da Informação, Manal Abdel Samad, disse hoje que estava renunciando ao cargo, citando a explosão e o fracasso do governo em realizar reformas. Os protestos de sábado foram os maiores desde outubro, quando milhares de pessoas foram às ruas para exigir o fim da corrupção e da má governança.

Cerca de 10 mil pessoas se reuniram na Praça dos Mártires, que foi transformada em uma zona de batalha à noite entre a polícia e os manifestantes. Alguns manifestantes invadiram ministérios do governo e a Associação de Bancos Libaneses. Um policial foi morto e a Cruz Vermelha disse que mais de 170 pessoas ficaram feridas.

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