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Ministério da Defesa diz que satélite de monitoramento da Amazônia a ser adquirido vai complementar trabalho do Inpe

O Ministério da Defesa afirmou nesta segunda-feira que um satélite a ser adquirido pela pasta para realizar o monitoramento da Amazônia vai complementar os trabalhos feitos atualmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), que acompanha o desmatamento da floresta. A pasta empenhou pouco mais de 145 milhões de reais para a compra de um micro satélite que fará o monitoramento da devastação da floresta amazônica. Segundo o ministério, a tecnologia vai permitir que, mesmo na época de fortes chuvas da Amazônia, que duram cerca de oito meses, o radar consiga um melhor monitoramento.

“O SipamSAR nasceu em complemento ao sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no período de maior cobertura de nuvens, já que o Deter utiliza imagens de satélites óticos. Portanto, não haverá sobreposição de funções do Inpe, mas sim complementaridade”, afirmou. A pasta acrescentou que, embora planejado para monitorar a região amazônica, “o satélite terá a capacidade de ser empregado no monitoramento de outras regiões estratégicas do País”, exemplificando o monitoramento da costa brasileira e que poderia ajudar em eventos como as manchas de óleo detectadas no litoral brasileiro, em 2019.

No comunicado, sem citar valores, a pasta informou ainda que o processo de aquisição do satélite vai cumprir todos os requisitos legais e ser viabilizado por meio de uma licitação internacional. “O processo licitatório ainda está em andamento e poderá ser concluído até o final deste ano (2020), com previsão para entrar em operação até o final de 2021”, disse.

Para o ministério, a possível aquisição contribui também, diretamente, para a soberania espacial, em sintonia com objetivos da pasta ao citar a ausência de um satélite com sensor radar operado pelo Brasil. “Em suma, a possível aquisição do novo satélite representa, para o País, uma importantíssima ferramenta tecnológica, permitindo significativa ampliação da capacidade de proteger a Amazônia, além de contribuir diretamente para a soberania nacional, especialmente no campo espacial”, concluiu.

O vice-presidente Hamilton Mourão, coordenador do Conselho da Amazônia e general que já serviu na região, defendeu a aquisição: “O satélite consegue ver através da cobertura de nuvens, hoje nós não temos essa capacidade”. (Money Times)

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