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Ministério da Saúde do incompetente e demagogo Luiz Henrique Mandetta deixou médicos residentes com salários atrasados

O Ministério da Saúde, sob comando do muito demagogo e incompetente Luiz Henrique Mandetta, deixou os médicos residentes com dois meses de atraso nas bolsas-residências do primeiro ano, e agora esses profissionais querem pagar, por falta de dinheiro, bem no meio da maior crise da saúde pública no Brasil, a pandemia causada pelo virus da China, o coronavirus.

Os residentes de Medicina recebem cerca de R$ 3.300,00 para trabalhar até 60 horas semanais, quando fazem seus aprendizados especializados na prática. Os que ingressaram no programa de residência dos hospitais federais em 2020 ainda não receberam as bolsas, que são pagas pelo Ministério da Saúde.

No fim do mês passado, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o pagamento dos salários. O ministro Nelson Teich foi obrigado a intervir na questão nesta sexta-feira e assegurou resolverá a questão até o dia 15 de maio. Ele afirmou que 4.199 bolsas estão atrasadas entre os residentes de Medicina. A ANMR (Associação Nacional dos Médicos Residentes) estima que 12 mil residentes, incluindo os de outras áreas da saúde como enfermaria e odontologia, estão com os salários atrasados.

Para essas áreas a situação é pior porque o programa exige exclusividade. Dessa forma, os profissionais não podem complementar a renda fora da unidade da residência. Além das bolsas, o benefício da iniciativa “O Brasil conta comigo”, espécie de incentivo de R$ 667,00 para os residentes médicos em meio à crise do coronavírus, também não foi pago.

Os residentes médicos tanbém estão insatisfeitos porque, na prática, não têm aprendido conteúdos específicos das especializações nas quais se inscreveram. Como não há mais cirurgias eletivas, profissionais que desejam se tornar urologistas ou cirurgiões plásticos, por exemplo, não têm a oportunidade de se dedicar a essas funções. Em outros casos, residentes têm sido pressionados a atuar diretamente no atendimento a pacientes do coronavírus.

Os residentes alertam para o fato de que, embora estejam atuando como médicos contratados, ganham apenas R$ 3.300,00 o que corresponde a até oito vezes menos do que recebe um profissional fora da residência. A maior parte das denúncias de desvios de finalidade dos programas de residência são do Rio de Janeiro, São Paulo, Pará e Pernambuco.

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