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Ministério Público cumpre mandados de busca e apreensão contra Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio de Janeiro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpriu hoje (8) mandados de busca e apreensão referentes a uma denúncia contra o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e mais cinco acusados. Segundo o Ministério Público, a campanha do ex-prefeito à reeleição, em 2012, recebeu R$ 10,8 milhões do Grupo Odebrecht que não foram contabilizados oficialmente.

Os mandados desta terça-feira foram cumpridos pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). O Ministério Público ofereceu a denúncia em auxílio à 204ª Promotoria Eleitoral, em 17 de julho, e a ação foi recebida pelo Juízo da 204ª Zona Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, que emitiu os mandados. Os acusados responderão pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e corrupção nas modalidades passiva ou ativa. Eduardo Paes e um dos operadores financeiros também responderão por lavagem de dinheiro.

A acusação afirma que o ex-prefeito recebeu os pagamentos entre 4 de junho e 19 de setembro de 2012. Os valores foram pagos por Benedicto Barbosa Da Silva Junior e Leandro Andrade Azevedo, executivos do grupo baiano muito corrupto e propineiro Odebrecht, que, segundo a denúncia, realizaram o repasse por meio de Renato Barbosa Rodrigues Pereira e de Eduardo Bandeira Villela, sócios da Prole Serviços de Propaganda. Os quatro também foram denunciados no processo.

Ainda de acordo com a denúncia, os executivos do Grupo Odebrecht narraram os fatos em acordos de delações premiadas firmados com a Procuradoria-Geral da República. Além deles, Renato Barbosa Rodrigues Pereira tem acordo de delação homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A denúncia da promotoria eleitoral é oriunda de um desmembramento do Inquérito nº 4435, instaurado em abril de 2017 perante o Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar crimes praticados nas campanhas de 2010, 2012 e 2014.

O Ministério Público Eleitoral afirma ainda que o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ), também denunciado, gerenciou o recebimento da vantagem indevida pela campanha de Eduardo Paes. Na época, o parlamentar era chefe da Casa Civil na prefeitura e coordenador da campanha eleitoral. (Ag. BR)

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