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Morre mais um réu condenado da Operação Rodin sem ter uma sentença definitiva

O advogado Carlos Dahlem da Rosa, de 56 anos, morreu neste sábado, em Porto Alegre, de um câncer no cérebro. Ele foi mais um condenado no processo da Operação Rodin que morre sem ter tido uma sentença definitiva no caso. Carlos Dahlem da Rosa era originário de Cachoeira do Sul, mesma cidade do ex-deputado federal José Otávio Germano (PP), de quem era amigo de infância e com o qual rompeu mais tarde.

A Operação Rodin começou em 2007. Foi comandada pelo peremptório petista Tarso Genro, que era ministro da Justiça e chefe da Polícia Federal. Essa foi uma operação político-policial detonada com o objetivo inequívoco e inescusável de aterrorizar todo o mundo político gaúcho, especialmente três partidos (PMDB, PP e PTB), para limpar a área para a candidatura de peremptório petista, tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro ao governo do Rio Grande do Sul. Ele ganhou a eleição de cola erguida, sem competição, no primeiro turno. E tudo isso para fazer um governo medíocre, o pior de quantos já passaram pelo Palácio Piratini, de onde foi escorraçado ao final pela candidatura do emedebista José Ivo Sartori.

Agora, 13 anos depois de detonada a operação político-policial da Operação Rodin, o processo ainda está longe de ter uma sentença definitiva, porque há recursos ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Nessa operação se verificaram algumas barbaridades, como ordem judicial tendo como alvos o então deputado federal José Otávio Germano e o conselheiro João Luiz Vargas, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. Os dois nunca poderiam ter sido investigados por ordem de uma simples juiz federal de primeiro grau, Simone Barbisan Fortes.

Essa juíza também ocultou dos demais réus da Operação Rodin que havia dois delatores premiados entre os acusados. Um deles foi Lair Ferst, marido de Deise Nunes, ex-miss Brasil. Esta obstrução da defesa dos réus já por si só poderia ter anulado todo o processo. E isto ainda poderá ocorrer, dependendo de recursos que estão tramitando no Supremo Tribunal Federal.

Simone Barbisa Fortes, que havia sido destacada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região para cuidar com exclusividade deste processo, acabou tendo uma correição parcial no processo da Operação Rodin e a seguir pediu transferência para Florianópolis, abandonando o caso sem sentenciá-lo ainda em primeiro grau.

A sentença de primeiro grau acabou sendo emitida pelo juiz federal Loraci Flores de Lima. Ele é irmão do delegado federal Luciano Flores de Lima, atual superintendente da Polícia Federal em Curitiba. Ele é o mesmo que deu voz de condução forçada ao bandido petista em seu apartamento em Santo André e o conduziu para ser inquirido em instalação da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ambos são filhos de um ex-vereador do PTB em Santa Maria, também ex-membro dos Grupos de 11 de Leonel de Moura Brizolla.

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