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Mourão convida ator americano Leonardo Di Caprio para marcha em selva amazônica

Em tom de provocação, o vice-presidente Hamilton Mourão, coordenador do Conselho da Amazônia, fez nesta quarta-feira um convite ao ator americano Leonardo Di Caprio para fazer uma marcha pela selva amazônica para ele conhecer que a região não é uma “planície”. “Eu gostaria de convidar o nosso mais recente crítico, o nosso ator Leonardo Di Caprio, para ir comigo aqui a São Gabriel da Cachoeira para fazermos uma marcha de oito horas pela selva entre o aeroporto de São Gabriel e a estrada de Cucuí. Ele vai aprender em cada socavão que ele tiver que passar que a Amazônia não é uma planície e aí entenderá melhor como funcionam as coisas nessa imensa região”, disse Mourão, em pronunciamento no Fórum Mundial Amazônia +21.

Di Caprio é um ativista das causas ambientais e tem criticado políticas do governo do presidente Jair Bolsonaro na defesa da floresta. O ator tem uma fundação dedicada ao meio ambiente e defende a preservação da Amazônia. Em julho, Di Caprio elogiou no Twitter a proibição de 120 dias de incêndios na Amazônia pelo governo brasileiro, uma tentativa de conter a destruição. Em novembro do ano passado, Bolsonaro acusou o astro de ter financiado incêndios na Floresta Amazônica.

No evento desta quarta-feira, Mourão afirmou que não há exportação ilegal de produtos saindo da Amazônia e ainda rechaçou acusações de que os brasileiros seriam os “vilões da sustentabilidade”. “Não existe essa situação de que o Brasil está exportando para o resto do mundo produtos que saem ilegalmente da floresta. Se isso ocorre é em uma porcentagem ínfima”, disse, afirmando ainda que a agropecuária da região amazônica não tem participação significativa nacionalmente.

No discurso, o vice-presidente disse que “não somos os vilões da sustentabilidade”, muito pelo contrário, destacando que o Brasil está entre os países que têm a matriz energética mais limpa do mundo. Citou ainda que o País tem mais de 60% de sua cobertura preservada, índice esse que sobe para mais de 80% na região amazônica, segundo ele.

Mourão também afirmou que apenas reprimir ilícitos ambientais na Amazônia é insuficiente e defendeu um novo modelo de desenvolvimento para a região baseado na pesquisa e em informação sobre a rica biodiversidade da região. O vice-presidente disse que espera como um dos resultados para o Conselho da Amazônia afirmar a soberania do Brasil sobre a Amazônia. Quer também chegar ao fim do ano com um resultado positivo com a redução nas queimadas e impedir o prosseguimento no desmatamento ilegal da floresta.

Apesar da operação de Garantia da Lei e da Ordem conduzida por militares na região amazônica desde maio, as queimadas começam a dar sinais que podem disparar, com algumas regiões registrando um crescimento de focos de incêndio. Mourão destacou ainda esperar que até o final do ano seja possível avançar na proposta de regularização fundiária das terras da Amazônia. (Money Times)

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