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Nova fase do Programa Lixão Zero também não tem metas

A nova fase do Programa Nacional Lixão Zero, divulgada na quata-feira no Palácio do Planalto, tem algo em comum com o plano original: a ausência de metas. Em solenidade, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Ricardo Salles assinaram convênio com 57 municípios de dez Estados no âmbito de um edital de gestão de resíduos sólidos.

O valor total do repasse é de R$ 64 milhões, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente. Esta é a segunda fase do Lixão Zero, lançado em maio de 2019. Assim como a primeira, ela também não tem metas. O chamado “plano de ação” disponível no site do ministério traz indicadores como “número de lixões e aterros controlados encerrados” e “número de ações de recuperação ambiental de áreas contaminadas realizadas”.

A tabela também traz prazos, como “curto prazo 2019” e “longo prazo 2021”. Porém, não há índices mínimos de cumprimento desses objetivos. Não é possível saber se ou quando o programa baterá as metas. Ricardo Salles segue no estilo Dilma de administrar: “Nós não vamos colocar uma meta…”.

Esse programa é resultado de lobismo promovido pelo sindicato da máfia do lixo, liderado atualmente pelo megalixeiro Carlos Leal Villa, dono do Grupo Solvi, o maior do País. O Grupo Solvi chegou a esta condição e este protagonismo depois que foi parar na cadeia o ex-megalixeiro Wilson Quintella Filho, sócio da megalixeira Estre, muito corrupta, envolvida na Lava Jato.

Carlos Leal Villa saiu do isolamento, no qual mergulhou após a prisão de toda a diretoria do seu grupo em Belém, no Pará, e atualmente promove eventos na área do lixo, para lobizar, contratando a empresa gaúcha de comunicação que imprimia a revista Voto.

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