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Onyx indica seu professor de inglês, filiado ao PSOL, para o governo Bolsonaro, é o “entrismo” em ação

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni (DEM), indicou seu professor particular de inglês para trabalhar na assessoria internacional da pasta. A informação foi confirmada pelo próprio professor, Allan Bubna, de 24 anos. “O ministro me indicou, pois, durante nossas aulas, também trabalhávamos com assuntos relacionados ao trabalho dele e de importância nacional e global”, disse ele.

O professor é filiado ao PSOL há cinco anos, segundo o sistema do TSE. “Com relação a minha filiação partidária, ela foi realizada cinco anos atrás e não representa minha visão de mundo”, procurou se justificar o professor de inglês. Ele afirmou que já pediu ao diretório regional do partido a desfiliação “imediatamente”.

A assessoria do ministério informou que “Allan foi indicado para compor a equipe de assessoramento internacional, sob chefia do diplomata Maurício Bernardes, mas não há no presente momento nenhum processo de admissão aberto”. A Casa Civil informou que a indicação está “em análise”.

O nome dessa tática, na esquerda, é “entrismo”. A tática foi elaborada e difundida pelo comunista soviético Leon Trotski, na década de 30, e adotada mais tarde pela 4ª Internacional Comunista, de extração trotskista. Consiste em se infiltrar dentro de governos ou partidos, sindicatos, igrejas, etc, para tomar essas organizações “por dentro”, pela adesão de seus principais dirigentes, ou pela sua eliminação desses “aparelhos”.

Foi muito utilizada pelos trotskistas brasileiros. O caso mais notório foi o da tomada do jornal Versus, em São Paulo, por elementos “infiltrados” da Convergência Socialista, grupelho trotskista. Os trotskistas estavam decididos a entrar no PT, partido que estava em formação, como uma força organizada, e precisavam do jornal para mostrar sua “força”.

Até hoje o “trotskismo” tem função destacada dentro do PT, especialmente no Rio Grande do Sul, onde sua facção DS (Democracia Socialista) manda no partido dos trabalhadores desde o início da década de 80 e sempre foi preponderante nos governos do PT, na prefeitura de Porto Alegre e no governo do Estado.

O “entrismo” dá grandes resultados ao trotskismo no Brasil, via PT. Foi por esse meio que o trotskismo conseguiu mandar na política econômica do governo Dilma, com a nomeação do sinistro trotskista gaúcho Arno Augustin para a Secretaria do Tesouro Nacional. Nesse posto ele implantou a política da “pedalada”, que destroçou as contas públicas nacionais. Essa é a política econômica trotskista petista, que nasceu dentro dos quadros de auditoria externa do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, de onde são originários Arno Augustin e João Verle (ex-prefeito de Porto Alegre).

Outra instrumento político fundamental do trotskismo foi o aparelhamento estatal via “Orçamento Participativo”. João Verle levou esse instrumento ao Banco Mundial, chegou a levar o presidente do Banco Mundial a Porto Alegre, onde ele compareceu acompanhado por seu assessor, um filho do jornalista Wladmir Herzog.

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