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Operação Lava Jato do Paraná denuncia gráfica petista por lavagem de propina para o PT

A força-tarefa Lava Jato no Paraná denunciou nesta quinta-feira Paulo Roberto Salvador, representante e administrador da Editora Gráfica Atitude, pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, foram R$ 2,4 milhões entre os anos de 2010 e 2013 por meio da celebração de contratos de prestação de serviços ideologicamente falsos com o Grupo Setal/SOG Óleo e Gás.

O esquema, diz o Ministério Público Federal, contou com o auxílio do tesoureiro e operador financeiro João Vaccari Neto; do executivo do Grupo Setal/SOG Óleo e Gás, Augusto Ribeiro de Mendonça; e do ex-diretor da Área de Serviços da Petrobras, Renato de Souza Duque.

O grupo, para o Ministério Público Federal, emitiu notas frias para justificar os pagamentos por serviços não prestados. A força-tarefa afirma que os pagamentos foram realizados em favor de Duque e do PT, agremiação que o mantinha na posição de diretor de Serviços da Petrobras.

Além dos pagamentos terem sido realizados a pedido do então tesoureiro do PT, as investigações identificaram que a editora mantinha estreita vinculação com o partido. Vaccari usava a Editora Gráfica Atitude para receber propinas desviadas de contratos da Petrobras. A citada gráfica funciona como órgão de comunicação da CUT, assim como o site “Rede Brasil Atual”; e, segundo registro na Junta Comercial de São Paulo, tem como sócios o Sindicato dos Bancários de São Paulo e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, duas entidades que estão na base de sustentação do próprio PT.

De acordo com as investigações, a Editora Gráfica Atitude recebeu ao menos R$ 1,5 milhão do esquema. O executivo Augusto Mendonça, da Setal Óleo e Gás (SOG), também envolvida no petrolão, disse que Vaccari lhe pediu R$ 2,5 milhões para cobrir propagandas na Revista do Brasil.

A Polícia Federal identificou 14 depósitos feitos na conta da Gráfica Atitude pelas empresas Tipuana e Projetec, usadas como fachada pela quadrilha do petrolão. A Editora Gráfica Atitude obteve recursos de contratos de agências de publicidade com a própria Petrobras, além de Banco do Brasil e Correios no regime petralha.

A Editora Gráfica Atitude tinha como objeto social em sua origem a “fabricação de produtos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório, exceto formulário contínuo”. A partir de 2008, passou a editar “livros, jornais e revistas”. Em 2010, o TSE puniu a gráfica por propaganda ilegal de apoio à então candidata Dilma Rousseff.

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