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Petrobrás fecha sua fábrica paranaense de fertilizantes, a Araucária Nitrogenados

Após encerradas as tentativas para venda da subsidiária Araucária Nitrogenados S/A (ANSA), a Petrobras aprovou a hibernação da fábrica de fertilizantes localizada na cidade de Araucária, no Paraná. A ANSA vem apresentando recorrentes prejuízos desde que foi adquirida em 2013, no governo da muito incompetente mulher sapiens petista Dilma Rousseff.

Os resultados da ANSA, historicamente, demonstram a falta de sustentabilidade do negócio: somente de janeiro a setembro de 2019, a Araucária gerou um prejuízo de quase R$ 250 milhões. Para o final de 2020, as previsões indicam que o resultado negativo pode superar R$ 400 milhões.

No contexto atual de mercado, a matéria-prima utilizada na fábrica (resíduo asfáltico) está mais cara do que seus produtos finais (amônia e uréia) e as projeções para o negócio continuam negativas. A ANSA é a única fábrica de fertilizantes do País que opera com esse tipo de matéria-prima.

A ANSA é uma subsidiária da Petrobras, com autonomia estatutária e personalidade jurídica distinta, patrimônio e gestão própria, adquirida da Vale Fertilizantes SA em 2013. Com a decisão, a Petrobras dá continuidade à sua estratégia de sair do segmento de fertilizantes e focar em ativos que gerem maior retorno financeiro e estejam mais aderentes ao nosso negócio.

Foram empenhados todos os esforços para a venda da empresa, cujo processo de desinvestimento iniciou-se há mais de dois anos. As negociações avançaram com a companhia russa Acron Group mas, conforme comunicado ao mercado em 26 de novembro, não houve efetivação da venda.

A fábrica permanecerá hibernada em condições que garantam total segurança operacional e ambiental, além da integridade dos equipamentos. Considerando que a fábrica a ser hibernada é o único ativo da ANSA, a empresa demitirá seus 396 empregados.

Eles receberão, além das verbas rescisórias legais, um pacote adicional composto de valor monetário entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, proporcional à remuneração e ao tempo trabalhado; manutenção de plano médico e odontológico, benefício farmácia e auxílio educacional por até 24 meses, além de uma assessoria especializada de recolocação profissional. Quando adquirida pela Petrobras, em 2013, a ANSA já contava com o atual quadro de empregados.

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