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Prisão de Ronaldinho Gaúcho provoca uma devassa no governo do Paraguai

A prisão de Ronaldinho Gaúcho pelo uso de passaporte falso tem provocado uma devassa em órgãos estratégicos do governo paraguaio. Em uma semana já foram indiciadas pelo Ministério Público 14 pessoas, incluindo servidores da Polícia, do Banco Nacional de Fomento, da Direção Nacional de Aeronáutica Civil e da Direção Geral de Imigração, responsável pela entrada e saída de estrangeiros no país. Os investigadores, no entanto, ainda estão atrás da empresária Dalia López. Apontada como peça-chave da organização criminosa, ela está foragida.

A investigação apura possível esquema de falsificação de documentos. O grupo envolveria funcionários públicos e pessoas do setor privado com o objetivo de obter negócios ilegais e benefícios patrimoniais. Uma equipe de investigadores está revirando computadores do Ministério do Interior do Paraguai, responsável pela Direção Geral de Imigração. Outro foco passou a ser o Banco Nacional de Fomento.

Descobriu-se que foram abertas três contas correntes em nome de Ronaldinho Gaúcho, de seu irmão Roberto Assis e de Wilmondes Sousa Lira, empresário amigo da dupla. Em cada conta foram depositados US$ 5 mil (cerca de R$ 20 mil) como garantia para iniciar o processo de naturalização paraguaia.

Já foi identificado que uma funcionária do banco teve acesso para operar as contas, o que é proibido. A mulher foi processada por violar os regulamentos internos do banco, mas o que os investigadores querem descobrir é qual é a sua relação com Ronaldinho Gaúcho e, possivelmente, com a organização criminosa montada para falsificar documentos.

A Subsecretária de Estado da Tributação também está sob suspeita. Um dos advogados de Dalia López foi flagrado tentando se passar por um funcionário do órgão em uma operação no aeroporto internacional de Luque, nos arredores de Assunção. Foi por esse aeroporto que Ronaldinho Gaúcho e o irmão entraram com passaportes falsos no país na semana passada.

Dois funcionários do alto escalão já deixaram o governo até agora. O primeiro foi Alexis Penayo, diretor-geral de Imigração, que renunciou ao cargo um dia depois de Ronaldinho Gaúcho ser flagrado com passaportes paraguaios e estourar o escândalo de falsificação de documentos. Na sequência, foi a vez do ex-chanceler Rubén Melgarejo Lanzoni demitir-se do cargo de assessor geopolítico e questões internacionais do Ministério do Interior após ser revelado que a empresária Dalia López havia contratado um escritório de advocacia ligado a ele.

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