BrasilPolíticaTodos

PT, PSOL e PCdoB querem arrombar o cofre público em 130 bilhões de reais

A líder do PCdoB, deputada federal Perpétua Almeida (AC), reivindica o adiamento da votação, pela Câmara dos Deputados, dos vetos marcados para esta quinta-feira (20). O adiamento ou não da sessão será decidido no voto. A proposta tem apoio do PSOL e do PT, com a intenção de desmobilizar os esforços pela manutenção do veto ao reajuste dos servidores. “O Senado foi tomado por um momento de lucidez ontem, e o governo foi pego de surpresa”, disse a líder do PCdoB.

Essa bagaceirada do Senado Federal pode representar um gigantesco gasto adicional de 130 bilhões de reais em aumentos para funcionários públicos. Isso é um escândalo inominável, quando mais de 50 milhões de brasileiros estão sem trabalho por conta da pandemia do coronavirus.

Entre os senadores que deram voto favorável a essa bagaceirada está o gaúcho Lasier Martins, do Podemos. Os deputados da oposição argumentam que não houve cumprimento de ponto do regimento comum que obriga a convocação e publicação da pauta com antecedência mínima de 24 horas. Eles questionam ainda a ordem da votação.

O deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA) declarou que os deputados precisam decidir hoje sobre a possibilidade – ou não – de reajuste de servidores públicos, objeto do veto 20. “A Câmara não pode negar ao Brasil uma resposta imediata sobre um ponto que pode trazer despesa extra de R$ 132 bilhões”, disse. Ontem os senadores rejeitaram esse veto por 42 votos a 30. Como obteve mais do que o mínimo necessário no Senado (41 votos), o veto poderá ser derrubado pelo Congresso se obtiver apoio de, pelo menos, 257 deputados.

A suspensão de reajustes até 2021 foi exigida pelo Poder Executivo em troca do socorro financeiro de R$ 125 bilhões aos entes federativos em razão da Covid-19. Agora os senadores romperam o seu próprio compromisso, comprovando que têm acordo mesmo é com o atraso do País e dos brasileiros, e aliança firme com o corporativismo estatal, que emperra o Brasil. (Money Times)

Compartilhe nas redes sociais:

Comment here