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Quase 100% das empresas de TI do Rio de Janeiro aderem ao isolamento social

Quase 100% das 120 empresas de tecnologia da informação (TI) do Rio de Janeiro aderiram ao isolamento social determinado pelo governo para evitar a disseminação da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, segundo uma sondagem realizada entre os dias 25 e 28 de março. O teletrabalho ou home office (trabalho em casa) foi adotado por 99% das empresas e apenas uma (0,8%) optou por férias coletivas. O presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Estado (TI Rio), Benito Paret, disse que houve uma compreensão clara, por parte das empresas, de que “o momento é de cooperação, de isolamento, porém sem parar de trabalhar”.

Do total de empresas que responderam à sondagem, 57% são desenvolvedoras de sistemas, 10% consultorias de TI; 8% comercializadoras de software (programas de computador); 7% são da área de suporte e 18% foram agrupadas como outras atividades. Quanto ao porte, 57% têm entre onze e 99 empregados; 29,5% até dez funcionários; 3% entre 100 e 199; e 9,84%, mais de 200 colaboradores.

O presidente do TI Rio disse que as empresas de desenvolvimento de sistemas têm contratos em andamento e seus técnicos estão trabalhando remotamente. “O setor não está parado. Acho que isso é importante. Embora tenha aderido ao isolamento social, o setor não está parado. Continua ativo e querendo se manter vivo”. A pesquisa mostra que a principal dificuldade para implementar o home office foi a disponibilidade de internet nas residências dos funcionários, citada por 36% dos entrevistados.

Em seguida, aparecem a questão do controle de jornada (28%) e o contato com os clientes (26%). Para manter esse contato, o e-mail foi o recurso adotado por 88,5% das empresas consultadas; o telefone, por 84%; o WhatsApp, por 67%; vídeo ou teleconferência, por 64%; e outros meios (8%), como Hangout, Google Drive, VPN, Cloud da Amazon e Zoom.

Outros recursos adotados foram o banco de horas, por 15% das companhias de TI do Rio de Janeiro; horários alternados, por 10%; e medidas como demissão, antecipação de férias, redução de jornada e salários, entre outras, por 26%.

De acordo com a pesquisa, 57% das empresas de TI do Estado disseram estar tendo dificuldades para receber pagamentos dos clientes; 46% para efetuar pagamento de impostos federais e 18% para quitar impostos municipais. A dificuldade de obter recursos financeiros junto ao sistema bancário foi indicada por 48% das empresas. (Money Times)

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