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Rio Camaquã, no Rio Grande do Sul, pode ter alto aproveitamento hidrelétrico

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o governo gaúcho assinaram, na sexta-feira, um acordo fazer o inventário participativo de potenciais hidrelétricos no rio Camaquã. O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, adianta que foram identificados neste rio sete aproveitamentos que somariam, uma vez explorados, uma capacidade de 78,5 MW de potência instalada (suficiente para abastecer aproximadamente 560 mil pessoas) e absorveriam um investimento de R$ 630 milhões.

O dirigente explica que o inventário participativo possibilita agilidade e otimização de processos de licenciamento. Nessa ação, o órgão ambiental participa diretamente dos estudos, dando mais segurança ao empreendedor, pois pode antecipar algumas questões críticas para obtenção da licença. Com o inventário finalizado, é possível indicar onde poderão ou não ser feitos os barramentos para a implantação das usinas e o tamanho desses empreendimentos.

André Pepitone detalha que o rio Camaquã tem 430 quilômetros de extensão, percorre 28 municípios e desemboca na Lagoa dos Patos, entre São Lourenço do Sul e Camaquã. O secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos Júnior, adianta que, após a publicação do termo firmado com a Aneel no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer nos próximos dias, levará, no mínimo, 12 messes para fazer todos os estudos e o inventário do rio.

Sobre a geração de energia no Rio Grande do Sul, Artur Lemos Junior frisa que o Estado possui quase 80% da sua capacidade de produção constituída por fontes renováveis. Além de estar bem colocado quanto à produção eólica, o Estado figura entre o que mais possui empreendimentos na área de geração distribuída, que se difundiu pelo País, especialmente, através da energia solar, com a instalação de painéis fotovoltaicos em comércios e residências. Conforme dados de junho da Aneel, o Rio Grande do Sul tem uma potência instalada de 476,3 MW em geração distribuída, sendo superado apenas por Minas Gerais, com 787,6 MW, e São Paulo, com 476,9 MW.

Quanto à matriz elétrica nacional, atualmente, o Brasil conta com uma capacidade instalada de 176 mil MW, sendo 83% desse total formado por fontes renováveis. A geração hidráulica é a que possui maior participação, com 58%. O restante da matriz é constituído por 11% de biomassa (matéria-orgânica), 9% eólica, 7% gás natural, 4% Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), 2% solar e 9% outros. Conforme o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2029, em nove anos o percentual de renováveis na matriz deverá ser de 80%, com a queda da hidráulica (42%) sendo compensada pelo crescimento da eólica (16%) e da solar (8%).

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