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Roberto Campos Neto diz que inflação é temporária e que o Banco Central está monitorando

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou nesta quarta-feira que a alta recente da inflação é temporária, minimizando a duração de todas as frentes de pressão identificadas para o avanço de preços na economia, mas frisou estar “obviamente” monitorando o movimento. Ele reiterou que a inflação está sendo influenciada pela elevação do dólar frente ao real, mas ponderou que essa contaminação é pouco expressiva quando retirada a influência exercida sobre combustíveis. Como outras justificativas para a aceleração da inflação ele citou o gasto pelos brasileiros de parte da poupança circunstancial com alimentação a domicílio e o aumento no preço de produtos consumidos por pessoas que tiveram forte recomposição de renda com o auxílio emergencial.

“Quando a gente olha esses três itens, percebe-se que a parte de poupança circunstancial tende a diminuir porque as pessoas estão voltando à mobilidade, então na parte de alimentação a domicílio muita gente está diminuindo”, disse. “Quanto à parte de transferência de renda, os 600 reais vão virar 300 e eventualmente esse efeito vai passar e a gente entende que a parte do câmbio, como o grosso é combustível, ao longo do tempo tende a voltar também”, disse. Campos Neto reconheceu que há ainda um tema ligado à alta das commodities alimentícias, com outros países do mundo também vivenciando a mesma experiência, decorrente de uma demanda maior por alimentos na Ásia. “A gente acha que isso tende a normalizar, as nossas safras previstas para março são maiores, então o preço de alimentos deve voltar.Por isso nós entendemos que a inflação é temporária. Estamos obviamente monitorando, mas entendemos que a inflação é temporária”, afirmou. (Money Times)

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