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Rodrigo “Botafogo” Maia sugere “restrições” para quem não se vacinar contra coronavírus

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo “Botafogo” Maia (DEM-RJ), propôs que o Congresso e o governo federal construam, conjuntamente, uma proposta legal estabelecendo restrições a quem se negar a tomar a vacina contra a covid-19 que venha a ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Acho que seria bom que os poderes Executivo e Legislativo chegassem a um caminho sobre este tema. Para que ele não fique sem solução e o Poder Judiciário tenha que resolver e, depois, fiquem todos reclamando que o Judiciário o resolveu”, declarou o projeto de ditador “Botafogo” Maia nesta segunda-feira.

Rodrigo “Botafogo” Maia não se manifestou ostensivamente favorável à obrigatoriedade, mas preferiu adotar um caminho oblíquo, como é característico dele. Disse ser possível pensar em medidas que desestimulem as pessoas a deixarem de tomar a vacina que for aprovada pela Anvisa. “Este debate sobre obrigatoriedade tem que ser feito com todo cuidado. Tem alguns caminhos com os quais não é preciso obrigar, mas pode-se restringir o acesso a alguns equipamentos públicos”, disse Rodrigo “Botafogo” Maia, citando o exemplo de países que proíbem que crianças não vacinadas contra outras doenças frequentem escolas. Isso é de um barbarismo a toda prova.

O presidente da Câmara defendeu a capacidade técnica da Anvisa e dos institutos de pesquisa brasileiros atestarem a segurança de uma futura vacina. Destacando a importância de que mais de uma vacina que cumpra os requisitos de segurança seja autorizada a ser comercializada no País, o deputado comentou a polêmica em torno da CoronaVac, um dos medicamentos experimentais em fase de teste, produzido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

“Depois que a Anvisa aprovar uma vacina, esta deixará de ser de A ou de B. Será uma vacina autorizada pelo órgão brasileiro responsável e que tem a condição de garantir a imunização de todos. O importante é termos duas ou três vacinas aprovadas. E todas elas vão ter, de alguma forma, insumos chineses. Grande parte dos produtos e equipamentos usados no enfrentamento à covid-19 foram importados da China e ninguém deixou de usá-los. Imagina se fossemos vetar produtos da China em outros setores da economia. Como faríamos com os nossos celulares? E o que aconteceria com nossa economia se fôssemos proibidos de exportar para a China?”, acrescentou Rodrigo “Botafogo” Maia. Ou seja, fica evidente que o interesse dele é promover os interesses da China.

Rodrigo “Botafogo” Maia, projeto de ditador, voltou a dizer que, até ele deixar a presidência, em 1º de fevereiro de 2021, a Câmara dos Deputados não votará nenhuma eventual proposta de prorrogação do estado de calamidade em função da covid-19 ou de extensão do auxílio emergencial pago a quem foi financeiramente afetado pela pandemia. “Nenhum destes dois assuntos será pautado na Câmara. O governo que esqueça isto”, declarou ele, alegando que a aprovação destas medidas causaria uma “profunda crise econômica e social no País”.

O parlamentar também falou contra a prorrogação do chamado Orçamento de Guerra, regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento da situação de calamidade. “Não haverá prorrogação da Emenda Constitucional da guerra e não haverá, em hipótese nenhuma, votação de nenhuma mensagem que chegue prorrogando o estado de calamidade”.

Rodrigo “Botafogo” Maia também voltou a dizer que o Congresso está convencido da importância de aprovar uma Reforma Tributária. Segundo ele, falta apenas um acordo com o governo federal para que o tema possa ir à votação. “Falta só organizar o texto da proposta com o governo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, às vezes fica com dúvidas se queremos um fundo que vai tirar dinheiro do governo federal para reparar eventuais perdas de Estados e municípios, mas temos um acordo com o ministro, vamos escrever juntos a redação sobre a operação do fundo”, disse Rodrigo “Botafogo” Maia. (Ag. BR)

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