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Rússia entrega sua vacina contra Covid-19 à OMS para qualificação prévia

A Rússia “é um dos primeiros países do mundo a solicitar à OMS a pré-qualificação de sua vacina contra o novo coronavírus”, informaram as autoridades nesta terça-feira (27). “No atual contexto de pandemia, o registro acelerado da vacina segundo o procedimento da OMS tornará a vacina russa acessível a todos em um período mais curto do que as convencionais”, acrescentou o comunicado oficial. “Se a vacina for pré-selecionada, pode ser incluída na lista de medicamentos usados por países em suas compras no atacado”, especificam.

A Rússia anunciou no início de agosto que havia desenvolvido e registrado a “primeira” vacina contra o covid-19, desenvolvida no centro de pesquisas de Moscou, Gamaleia, em colaboração com o Ministério da Defesa. Batizada de Sputnik V, em referência ao primeiro satélite artificial da história, criado pela União Soviética, foi recebida com ceticismo em todo o mundo, principalmente por não ter atingido a fase final dos testes quando foi apresentada.

As autoridades anunciaram nesta terça-feira que estão reforçando no país as medidas contra o coronavírus, como o uso obrigatório de máscara em locais públicos e recomendações para limitar as saídas noturnas. Também se aconselha que, entre 23 horas e 6 horas, eventos públicos sejam proibidos, e restaurantes, fechados. Essas novas medidas, que entrarão em vigor na quarta-feira (28), surgem em meio a um forte aumento de novos casos diários de contágio de covid-19 na Rússia.

Na terça-feira, as autoridades anunciaram 320 mortes nas últimas 24 horas, um recorde. O número de novas infecções atingiu 16.550. A Rússia é o quarto país mais afetado pela pandemia, com mais de 1,5 milhão de casos e mais de 26.500 óbitos. Moscou e sua região são o principal foco da doença no país. No final de setembro, as autoridades de Moscou já aconselhavam as pessoas com mais de 65 anos a ficarem em casa.

Apesar do aumento das infecções, as autoridades russas afirmam que a situação está sob controle e querem evitar novas medidas rígidas de confinamento, que destruíram uma economia já abalada antes da pandemia.

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