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Sindicato dos médicos gaúchos processa autores de postagens injuriosas e ameaçadoras em Livramento

O Simers (Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul) ajuizou ação na Justiça gaúcha pedindo indenização por dano moral coletivo contra o autor de uma postagem nas redes sociais que atacou médicos de Santana do Livramento, e também contra o autor de um comentário na mesma publicação. Os dois ofenderam a classe médica e incitaram a violência contra os profissionais, no entendimento do sindicato.

O autor das postagens é o militar reformado Julio Cesar Figueiredo Doze, conhecido na cidade como “Sargento Doze”, filiado ao PSL e que pode ser candidato nas próximas eleições. Em uma postagem no Facebook, ele incita a violência contra médicos e chama os profissionais de “bandidos”. A ação também incluiu o cidadão Eduardo Castro, autor de um comentário na mesma postagem, no qual diz que os médicos “deveriam levar um tiro” para que o atendimento na Santa Casa do município melhorasse.

De acordo com a ação do Simers, “o tom sensacionalista, vulgar e visceral, utilizado pelo segundo demandado, assim como a ameaça realizada pelo primeiro demandado em seu comentário, revelam, por si só que, seus propósitos são destruir a imagem dos médicos, bem como o bom nome dos mesmos perante a comunidade”. A ação do Simers também vem ao encontro da campanha “Violência, Não!”, lançada pela entidade médica durante a pandemia do novo coronavírus, e que tem como objetivo alertar para o crescente número de casos de violências – físicas e verbais – contra os médicos e outros profissionais da saúde.

O Diretor de Interior do Simers, Fernando Uberti, ressalta que a entidade segue atenta para que casos como esse não repitam e que vai tomar todas as medidas cabíveis para que os responsáveis sejam punidos. “Os médicos estão em alto nível de pressão física e emocional. A incitação de violência contra esses profissionais só piora esse cenário e é intolerável sob todos os aspectos. Buscaremos reparação e indenização em todos os casos em que sejam atacadas a honra e a dignidade de quem está trabalhando pela vida das pessoas e colocando a sua própria em risco”, afirmou.

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