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S&P rebaixa nota da Argentina, peronismo populista aplica calote de novo nos credores internacionais

A agência de classificação de risco S&P rebaixou a nota da Argentina na sexta-feira, 20, após o governo argentino estender unilateralmente um pagamento que deveria ser feito, segundo previsto, em 19 de dezembro. A agência de classificação de risco entende que o país entrou em default com suas dívidas e, por isso, o rating passou de CC para SD.

“A intenção de efetuar o pagamento pontual da dívida em pesos nas próximas semanas informará quando poderemos elevar o rating de ‘SD’.” O governo da Argentina emitiu um decreto para retardar pagamentos de Letes (de notas de curto prazo do Tesouro) denominadas em dólares previstos para os próximos meses até 31 de agosto de 2020.

A Argentina aumentou sua dívida em mais de US$ 100 bilhões em quatro anos e sofreu uma quantia igual de fuga de capitais, segundo dados do Banco Central e do Ministério das Finanças. Ao perder o financiamento dos mercados internacionais em 2018, o então presidente Mauricio Macri recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e impôs ações duras para comprar dólares, o refúgio habitual da classe média contra a inflação que devora o valor do peso, cuja depreciação acumulada é de 85% desde 2015.

Fernández manteve o teto de vendas de apenas US$ 200,00 por pessoa por mês, além de fixar um imposto de 30% sobre compras de câmbio e despesas no Exterior. Para aumentar as receitas fiscais fracas, a lei aumenta o imposto sobre soja e derivados, o principal item exportado pelo país, para 33%.

O plano ainda inclui entre suas medidas o pagamento de um bônus a aposentados. O próximo passo de Fernández será aprofundar as negociações com o FMI e os credores privados para alcançar um período de carência de dois ou três anos para o pagamento da dívida, já que os cofres do Banco Central estão esgotados. Os peronistas populistas querem continuar gastando enquanto não pagam a dívida.

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