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STF condena ex-senador do MDB a sete anos de prisão em processo da Lava Jato

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou hoje (6) o ex-senador Valdir Raupp (MDB-RO) a 7 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Raupp poderá responder às acusações em liberdade porque ainda cabe recurso contra a condenação. Em outubro, Raupp foi condenado pelo colegiado, mas a pena não foi definida. Ao retomar o julgamento nesta tarde, por 3 votos a 2, o colegiado seguiu sugestão de pena proposta pelo relator, ministro Edson Fachin.

De acordo com a acusação feita pela Procuradoria-Geral da República, Raupp recebeu R$ 500 mil em doações eleitorais da empreiteira muito corrupta e propineira Queiroz Galvão na campanha eleitoral de 2010. Com base no voto de Fachin, o colegiado entendeu que a doação foi simulada para encobrir “vantagem indevida” e viabilizar a manutenção do ex-diretor da Petrobras, o muito corrupto Paulo Roberto Costa, no cargo. O caso faz parte de um dos processos da Operação Lava Jato.

Na primeira parte do julgamento, realizada em junho, a defesa do ex-senador alegou que a doação foi feita dentro da legalidade e aprovada pela Justiça Eleitoral. Os advogados também argumentaram que Raupp não deu apoio para a sustentação do ex-diretor no cargo. Paulo Roberto Costa foi um dos delatores do esquema de corrupção na estatal durante o regime criminoso do PT.

Segundo o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o “Kakay”, o delator declarou em depoimento que nunca conversou sobre a questão com o ex-senador. Além disso, a defesa argumentou que a doação eleitoral não foi destinada diretamente ao parlamentar, mas ao diretório local do MDB.

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